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17 de dez. de 2009

Falar é fácil. Mãos à obra, moçada!



Alguns comentários no Twitter sobre o post de ontem me forçaram a escrever esse novo texto. Quero esclarecer que não estou descontente ou desanimado com a nova cena. O que tem me cansado é tanto discurso para tão pouca mudança de hábitos e atitudes. Tanta inércia.

Tudo bem, temos que nos conectar com os fãs e dar a eles uma razão para comprar o que temos a oferecer. A música gratuita é uma ferramenta de divulgação. A música está deixando de ser um produto para virar um serviço. Já fizemos o nosso dever de casa e aprendemos com os pensadores. Alguns poucos resultados práticos confirmam as teorias.

Mas, falar é fácil. Realizar é muito mais difícil. O próprio Gerd Leonhard admite isso em suas palavras. “Meu trabalho é encontrar novas ideias para os novos tempos. Por sorte, não sou eu quem tem que implementá-las.”

Vamos continuar pensando e pesquisando. Mas essa massa crítica ainda não se tornou uma prática social. Os artistas ainda não se manifestaram a respeito do que está acontecendo no seu universo, nem se mexeram para entrar no novo mundo. E já não podem contar com o antigo.

A maioria dos artistas fica paralisado, esperando que um novo modelo surja do nada, um novo tipo de gravadora 2.0 que resolva os nossos problemas. E isso pode nunca vir a acontecer. Ou demorar tanto que tenhamos que encontrar outra forma de subsistência. Mas preferimos nos lamentar.

Antes que ideias tão boas fiquem velhas e cansadas, sem nunca terem sido experimentadas, vamos à luta.

Tudo que tem se falado até aqui supõe os artistas correndo sozinhos. Acho que o erro está nesse isolamento. Em aceitarmos os pequenos nichos que o novo mundo nos reserva. É hora de nos juntarmos, de colaborarmos, de acabarmos com a segmentação inventada pelos marqueteiros e pôr a mão na massa coletivamente.

Estamos dando um ponta-pé inicial nessa nova postura hoje, 17/12/2009, às 16:00h na UFRJ da Urca. Detalhes no post anterior.

13 de dez. de 2009

Gerd "Media Fururist" Leonhard em Recife



Vejam só. O Gerd Leonhard não só se apresentou em Recife na Feira Música Brasil como disponibilizou em seu site a apresentação feita especialmente para o evento - e que nós "embedamos" aqui.

Ele bota fé na importância do Brasil na criação de novos modelos de negócio para a música e cita a célebre frase de Clair Shirky: "A revolution doesn't happen when a society adopts new tools. It happens when a society adopts new behaviors" – se bem que para adotar novos comportamentos, muitas vezes só seja possível após o surgimento de novas tecnologias, não é mesmo?


Aproveito para mostrar com uma pontinha de orgulho e imodéstia a identidade da Feira, criada pelo meu escritório de design, a Tecnopop.

16 de jul. de 2009

O browser é o novo i-pod e o aplicativo móvel é o novo CD


Traduzi este recente texto do Gerd Leonhard (16/7/2009), que fala de tendências que temos discutido aqui no Musicalíquida. Ele se autodenomina um futurista e costuma ter ideias polêmicas, que por isso mesmo são um bom combustível para as nossas próprias.

***

O acesso à música – isto é, um simples click-to-play, em qualquer lugar, a qualquer hora, qualquer coisa – está substituindo a propriedade. Esta tendência se acelerará rapidamente devido ao crescimento global da conectividade em banda larga barata e sem fio, nos levando ao ponto onde escutar uma música será exatamente o mesmo que baixá-la (ao menos em termos práticos, da perspectiva do usuário). Alguns de nós argumentarão que isso já acontece, claro, mas em termos de adoção pelo usuário em grande escala, eu diria que estamos a cerca de 18 meses do ponto de virada nos assim chamados países em desenvolvimento.

A indústria da música precisa urgentemente se preparar para isso: vender acesso e não (apenas) cópias. Juntar. Empacotar. Desenvolver esses novos geradores. "Se as cópias são de graça, você tem que vender coisas que não podem ser copiadas" (Kevin Kelly, The Techium).


Outra importante tendência a adotar é o movimento em direção aos aparelhos móveis que em grande parte substituirão o computador como primeiro ponto de acesso à internet, ou seja, a todo conteúdo digital. Mais aplicativos para smart-phones tomarão o lugar dos aparelhos de som; música será vendida como/em/via/com software. Leia como Pandora está fazendo isso nos EUA.

23 de abr. de 2009

Algumas respostas


Depois do bode criado pelos posts discutindo O Culto do Amador, me penitencio aqui com um revigorante trecho de um artigo do Gerd Leonhard sobre, entre outras coisas, quais serão os fatores que determinarão valor no mundo digital. Vai em inglês mesmo, ok?

So what are those future value-determining factors? Here are a few from a long list that I have been compiling:

  • The best quality experience, at the perfect time. Compare listening to a low quality audio-stream on your mobile, in the train, to enjoying an HD recording on your living room (or car?) sound system. The first one could be feels-like-free or bundled, the other one could be a premium, paid-for service. The difference is just my particular use case, not the 0s and 1s.
  • A new, attractive and convenient package (or shall we say, alternate user interface?) A powerful and very recent example is 'The Presidents of The United States of America' iPhone app: the user pays a one-time fee of $3 for free, on-demand streams and videos from the last 4 albums, and lots of up-selling is built right into the app. iPhone users that are fans are very likely to shell out $3 to get this cool widget, and in a way I guess they are now actually paying for what they would otherwise have gotten for free, anyway (i.e. to listen to their favorite music, on-demand). Plus, the band now has a direct and totally unique path to their biggest fans - and that is the new gold, in my opinion. Sounds like a great deal to me: package it nicely and it will sell regardless of free alternatives.
  • Also note that this same phenomena is what still sells printed books. The words i.e. the content anyone can probably get for free, somewhere, but the feel and smell of the paper, the physical format, the touch, the familiar and comfortable user-interface (UI) is what I am actually paying for when I buy the good old, dead-tree version. In other words, I pay for the design, the printing and shipping, and only implicitly for the 'words'. It is important to note, though, that nice user interfaces will soon be available on electronic reading devices, as well, therefore leading us to that very same, original question: what will we pay for when we buy content, ultimately? We may soon enter the age of content-as-software-packages: many of us may soon no longer order the printed versions of books (last not least because of environmental concerns) but we may happily pay a few Euros a month for a digital book subscription, or add it in a bundle via our mobile phone bill, only to then buy the 20 Euro multimedia / virtual world edition of a book we really like - except that it won't be printed and shipped but also downloaded to my mobile device.
  • Authenticity and timeliness. I foresee a future where I will gladly pay a bit more to make sure that what I get is the bona-fide real thing, from the actual creator, in its correct version and without any shortcuts or changes. An authorized, paid-for English translation of the new Paulo Coelho book (digital or otherwise) would certainly be more enticing to me than 'free' copy that is not stamped with his approval. And if I can get it the moment that it's finished, even better (and I pay another premium).
  • Selection, expert curation, filtering, culling, context, annotation. In my experience, few people have time to find the best music for a specific occasion. Why would I bother looking for a great selection of ambient 'space music' for my yoga sessions when a true, bona-fide authority such as Stephen Hill (Producer of the superb Hearts of Space / HOS online radio show) has already done this for me? My payment to HOS would therefore be not so much for the actual songs, it's more for the service of having them filtered and annotated by a real expert.

Google passa a dar música de graça... na China



O Google está liberando arquivos mp3 legais e de alta qualidade na China. É uma estratégia para abocanhar uma fatia maior do mercado chinês, que hoje é de 28%. Eles pretendem gerar receita a partir de anúncios.

Há um artigo no Media Futurist comentando este importante passo rumo à liquidifcação da música. Será?

6 de abr. de 2009

Oportunidades modernas segundo Gerd Leonhard


É sobre isso que muitos aqui vêm falando:
Quem vai nos guiar através dessa massa de conteúdo?
Quem sabe, algum de nós?

31 de mar. de 2009

Previsões do Gerd Leonhard para os próximos 18 meses!



Nosso futurista de plantão acredita no futuro da convergência de todas as nossas formas de informação, entretenimento e comunicação nas telecoms, ou seja, celular. Mais que no computador.

Vamos às previsões que vão nos afetar muito em menos de 2 anos:

1) o Twitter vai passar de 50.000.000 de usuários;
2) o Facebook vai se tornar o padrão para as relações sociais e o maior distribuidor de conteúdo;
3) o Google vai dobrar a sua receita;
4) a RIAA - Recording Industry Association of America - e a IFPI - International Federation of the Phonografic Industry - vão quebrar;
5) as Telecoms vão lançar as licenças flat-rate para conteúdo;
6) o Skype vai ressurgir como “tocador” de conteúdo.

Se tudo isso acontecer – especialmente a número 5 – teremos um negócio bastante viável em moldes muito diferentes - e muitas formas de divulgação. E não teremos a oposição ferrenha da indústria em relação a essas mudanças - vide previsão 4.

Vamos esperar? Eu diria que o melhor é partir para a ação agora, mesmo sem ter a menor certeza do que vai acontecer. Senão, quando as oportunidades aparecerem estaremos despreparados. Vamos twittar, facebookar e chamar a atenção.

25 de mar. de 2009

Gerd Leonhard e o futuro da música

Esse é o vídeo que eu citei no blog "Mais um e-book". Assim vocês têm menos trabalho. O entrevistador também é ótimo.

Mais um e-book



Gerd Leonhard está oferecendo no Twitter seu livro "The End of Control and The Future of Media" para download. Ele bate na tecla de criarmos um outro ambiente na internet onde se esqueça o controle - nesses tempos interativos, todo o cuidado é... inútil, como disse meu amigo Gustavo Corsi - e se crie uma taxa muita barata para o acesso a todo o conteúdo. Algo que pareça grátis e que estimule o consumidor a aderir.

Alguém tem idéias sobre o assunto?

Vale a pena conferir.

E dá para ir baixando capítulo a capítulo.

Quem entender bem inglês pode assistir um a entrevista com o autor.

23 de mar. de 2009

Para começo de conversa

Muitos livros e blogs têm sido fonte de informação para me ajudar na
tarefa de entender o que está acontecendo com o mundo musical. Abaixo
vou listar tudo que me causou mais impacto.

Houve um tempo em que eu só ouvia reclamação e saudosismo. E uma
vontade enorme de se manter o status quo. Até de voltar no tempo. Até
hoje tem gente dizendo que a saída é a volta do vinil. Saída para
quem? Para as gravadoras, talvez. Nunca para o público. Quem é que vai
voltar a carregar malas de discos se pode ter no bolso um i-pod com
muito mais música, de uma forma muito mais acessível? Ah, e já
inventaram o toca-discos com saída USB. Quem vai controlar as pessoas
para não digitalizarem seus vinis?

Em suma, o passado passou. Naturalmente. Sempre foi assim.



Recomendo, para começar a entender esses tempos líquidos, “A Cauda
Longa” de Chris Anderson – descobri que esse é um livro mais comentado
que lido -, The Future of Music e “Music 2.0” de Gerd Leonhard do
site Media Futurist, o e-book The 20 Things You Must Know About Music
Online
de Andrew Dubber, e “Permission Marketing” de Seth Godin
assim como os e-books disponíveis no seu site.



Entre os blogs, vale a pena dar uma passeada pelos indicados na barra
lateral e assinar (RSS) os que você achar mais interessantes.
Em breve estarei lançando o meu e-book - gratuito, logicamente -
Dicas de Sobrevivência do Música no Mundo Digital, mas, para quem
quiser se adiantar, é só passar no meu site e procurar pelos capítulos
na seção Diário de Bordo.

Alguém tem alguma outra indicação?