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22 de set. de 2009

Lily Allen se enrola ao copiar texto do Techdirt

Deu n'O Globo. A falta de uma compreensão real de como as coisas funcionam em tempos digitais geram situações patéticas como esta. Hipocrisia ou burrice? Você decide.

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RIO - Depois de postar uma crítica ao download ilegal de arquivos em sua página no MySpace, Lily Allen entrou de vez na encarniçada batalha da música digital. Posicionando-se claramente contra a Featured Artists Coalition (FAC), entidade que reúne artistas como Radiohead, Robbie Williams, Annie Lenox e Tom Jones, ela acaba de criar o blog "It's not allright" ("Não está certo"), que tem recebido apoio de artistas como James Blunt ou Matt Belamy, da banda Muse, todos contrários ao compartilhamento livre de arquivos. "Lily Allen é nossa líder", exagerou Blunt.

A adesão de seus colegas não livrou Lily de nova e irônica polêmica: ela copiou, sem dar o devido crédito, um post sobre o rapper americano 50 Cent, publicado originalmente no site Techdirt.com. No texto, o rapper diz acreditar que a pirataria faz parte do marketing da música e que lutar contra ela é inútil. "Isso é particularmente egoísta, do meu ponto de vista. Parece que ele pensa apenas em como a pirataria pode afetá-lo. E os caras que dão duro no estúdio? E os garotos que correm a cidade colando posteres?", questiona Allen.

Já Mike Masnick, autor do texto original, ironizou a lógica dos argumentos de Allen. "É maravilhoso que Lily Allen dê tanto valor aos nossos posts, a ponto de decidir copiar - ou deveria dizer 'piratear'? - um texto inteiro", provocou Masnick, em entrevista ao blog TorrentFreak.

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Leia o resto da matéria aqui.

11 de ago. de 2009

Baixar músicas de graça é ilegal? Manual anti-stress para detentores de direito autoral


Faço minhas as sábias palavras de Michael Masnick do TechDirt em seu blog sobre estatísticas de download entre os jovens que mostra que esse é um hábito arraigado entre eles e que 50% deles na Inglaterra baixaram em média 8.100 músicas.

"Eu não acho que seja correto ou legal – no seu sentido jurídico – baixar músicas de um artista que não o autorize. Mas o fato é que o compartilhamento de arquivos na rede não é algo pequeno, especialmente entre os jovens, e pensar que há uma fórmula mágica para fazer esse hábito desaparecer não passa de pensamento positivo. Dado que estamos vendo cada vez mais artistas abraçarem o download gratuito para impulsionar suas carreiras, em algum momento os que estão brigando contra isso terão que reconhecer que – do ponto de vista dos detentores de direitos autorais – é melhor não brigar contra os desejos dos consumidores, mas incorporá-los a um modelo de negócios mais inteligente e parar de se preocupar."

3 de ago. de 2009

As críticas mais frequentes ao download gratuito - e algumas ponderações

Com o artigo sobre o Música Para Baixar no Globo e sua sequência no blog do Jamari França senti que muitas críticas são repetidas por falta de informação e que a conversa não pode passar para um outro nível no qual possamos colaborar efetivamente porque temos que explicar tudo de novo sobre alguns assuntos que se tornaram motivo de brigas. Temos que sair do confronto para podermos entrar na colaboração e negociação.

Baseado no que foi escrito por lá, resolvi escrever uma pequena cartilha de Críticas Frequentes. Acho que será útil para enriquecer nossas discussões.

Lá vai:

Gravar custa dinheiro, portanto o download não pode ser gratuito – dizer que não pode é feito brigar contra a Lei da Gravidade. No mundo digital todo o cuidado é inútil, a música vai vazar e ser gratuita - o mesmo já acontece com jornais, filmes, livros etc. Mas isso não significa que não haja outras formas de se ganhar dinheiro além do CD e do download. Tentar controlar só vai gerar uma internet vigiada, diminuir nossa privacidade e conduzir toda a população conectada para a ilegalidade.

Os artistas não estão tão preocupados por que podem fazer shows, mas e o compositor? Esse não pode permitir o download gratuito – O compositor vai continuar ganhando onde o artista ainda ganha – shows e execução pública – e vai perder onde o artista já perdeu – venda de CDs. E não há muito mais que possa ser feito. A receita de todo mundo diminuiu e o compositor vai ter que se adequar a essa realidade.

Baixar música de graça é o mesmo que entrar numa loja e roubar uma calça – na internet o que você está baixando é uma cópia que não custou nenhum centavo à gravadora. E que vai ser distribuída sem custo para as mesmas. Quanto a dizer que se perde venda com cada download, posso dizer que nem sempre é verdade. Pelo menos não vejo como provar. As pessoas baixam muito mais músicas do que comprariam, mesmo se tivessem dinheiro para tal. Elas querem conhecer antes de gastar dinheiro. Esse busca pode acabar gerando vendas.

Ninguém vai continuar fazendo música sem ser remunerado – Desse jeito só os amadores, realmente. Só vai continuar na profissão quem estiver atento aos novos modelos e possibilidades e encontrar um jeito de se financiar, seja através dos fãs – o que inclui shows, merchandising, vendas de música etc. -, seja com anúncios, patrocinadores etc. Os outros vão abandonar o barco, com certeza. Essa, inclusive, será uma forma de filtrar essa avalanche de artistas que a democratização das novas mídias criou.

A pirataria existe porque o CD é caro – não era caro quando não tínhamos outra opção. É mais barato do que sair para jantar com a namorada e dura mais – às vezes até mais que o namoro! A escassez faz o preço subir. O problema é que hoje existem muitas outras formas de se chegar à música. Ela não é mais escassa e aí quem determina o preço é o consumidor – e esse não quer pagar por um produto ruim como o CD. Melhorando a embalagem uma parte dos consumidores pode retornar.

Compartilhar arquivos digitais é pirataria – Pirataria é obter vantagens financeiras com o trabalho de outras pessoas sem compensá-las por isso. Essa é a opinião dos advogados do site Consultor Jurídico. Fã não é pirata, é divulgador.

Isso tudo é muito bonito mas esses negócios na internet não se sustentam ou são passageiros – é, em grande parte, verdade. A maioria não se sustenta mesmo, mas alguns se sustentam muito bem como o Google – que é gratuito e ganha uma fortuna com anúncios. É uma época de experimentação e muita coisa ainda vai dar errado. Mas é melhor experimentar que tentar manter um modelo que já não se sustenta faz tempo. Por isso é preciso se informar e aprender com o que vem dando resultado, ao invés de tentar segurar o tempo com as mãos. Um importante motivo para que esses novos negócios não se desenvolvam é a ação da RIAA e das editoras. Elas querem recuperar de uma vez a queda de suas receitas e acabam estrangulando o que poderia ser sua galinha dos ovos de ouro como o YouTube, MySpace, iMeem, Pandora, Spotify etc. Cobrar menos de muito mais gente é bem mais sensato que tentar criar uma escassez artificial e cobrar muito de poucos.

Se vocês tiverem mais dessas Críticas Frequentes, por favor, nos enviem para que possamos anexar à cartilha.

16 de jul. de 2009

Quem disse que o streaming matou a partilha de ficheiros?

Post de hoje do ótimo blog português Remixtures
by Miguel Caetano on Julho 14, 2009


Antes do texto do blog queria dizer que ninguém pode dizer com certeza o que vai acontecer. Temos indícios e nos fiamos neles. Por isso, acho muito oportuno publicar no mesmo dia uma opinião contrária à do Gerd Leonhard - blog logo abaixo. As conclusões são de cada um.

"A acreditar numa artigo ontem divulgado pelo The Guardian sobre uma pesquisa da empresa britânica de estudos de mercado The Leading Question em conjunto com a Music Ally, os fãs de música estão a deixar de copiar ficheiros obtidos através de redes de partilha de ficheiros e a optar em lugar disso por serviços mais-ou-menos legais de streaming de música como o Imeem ou a Last.fm.

Segundo o inquérito baseado numa amostra de mil indivíduos, a percentagem global de fans de música que descarregam música não autorizada de redes de P2P pelo menos uma vez por mês desceu para os 17 por cento em Janeiro de 2009 face aos 22 por cento registados no inquérito de Dezembro de 2007. A maior descida registou-se mesmo na faixa etária dos adolescentes entre os 14 e os 18 anos: de 42 por cento em Dezembro de 2007 para 26 por cento em Janeiro de 2009.

À primeira vista, serviços gratuitos como o YouTube, MySpace e o Spotify – que caiu nas boas graças das grandes editoras discográficas provavelmente porque apenas está disponível naqueles países com mercados publicitários mais atractivos -, parecem ter ocupado o lugar do Limewire, Pirate Bay e outros sites de BitTorrent: 65 por cento dos adolescentes entre os 14 e os 18 anos afirmaram escutar regularmente música via streaming. 31 por centes deles disseram que fazem diariamente streaming de música a partir do seu computador face a apenas 18 por cento de todos os que foram interrogados.

Mas a jornalista que escreveu o artigo esqueceu-se muito convenientemente de referir que a percentagem global de fãs de música que admitiram já terem alguma vez partilhado ficheiros aumentou de 28 por cento em Dezembro de 2007 para 31 por cento em Janeiro de 2009. No comunicado os autores do estudo referem ainda que um número maior de fãs partilha CDs gravados entre amigos e transfere faixas via bluetooth do que aqueles que descarregam os MP3s de sites e redes de partilha de ficheiros.

Estes dados é que importam e são fundamentais para perceber a actual transição pela qual o negócio da música está actualmente a passar. Na verdade, embora os sites legais de música possibilitem que os titulares de direitos exerçam um maior controlo sobre os seus conteúdos, muitas vezes eles apenas são utilizados para saber se vale a pena ou não descarregar os álbuns – DE BORLA a partir do Pirate Bay ou do Rapidshare.

Ou seja, na prática as gerações mais novas parecem ter definitivamente abandonado o hábito de comprar CDs. Isso mesmo é demonstrado pelo facto da percentagem de fãs que partilham regularmente álbuns (13%) é superior à daqueles que adquirem a versão digital a partir do iTunes ou da Amazon (10%). O mesmo já não se passa com a percentagem de downloads legais de singles (19%) que já ultrapassaram os downloads a partir de redes de P2P (17%).

Mesmo assim, a distância entre o sector legal e ilegal começa a diminuir: se em Dezembro de 2007 o rácio de faixas obtidas a partir de redes de P2P face às adquiridas em lojas online era de 4:1, em Janeiro de 2009 esse rácio desceu para 2:1.

É claro que as editoras discográficas e as sociedades de gestão colectiva de direitos de autor têm algumas razões para estar contentes. Mas não muito é que tanto o YouTube como o Spotify têm demonstrado alguma debilidade financeira. Ou seja: se com o Pirate Bay eles não recebem absolutamente nada, com estes serviços de streaming eles apenas recebem alguns cêntimos de euros mensais por cada utilizador.

Para além disso, estudos deste tipo pecam sempre por uma grande falta de transparência. Será que os seus autores contaram com o Rapidshare, o MegaUpload e outras dezenas de serviços de alojamento de ficheiros online? Quais as perguntas que foram colocadas? Ficamos sem saber. Nisto tudo, apenas acho lamentável que pessoas perfeitamente razoáveis incorram mais uma vez no erro de confundir a partilha com o roubo apenas porque lhes é mais conveniente.

Já agora: é bom não confundir o cenário britânico onde se pode aceder ao Spotify e à Last.fm sem pagar nada com o da nossa terra, em que somos relegados a excertos de 30 segundos apenas porque não temos o poder de comprar suficiente para atrair anunciantes de prestígio.

(foto de Adri H segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)"

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7 de jul. de 2009

Olha isso @ticostacruz: Moby mostra, mais uma vez, que música grátis não canibaliza a música paga

Ontem o cantor Tico Santa Cruz, como estratégia para divulgar o novo trabalho de sua banda, Detonautas, liberou um link para download de uma canção inédita no Twitter. Em um de seus posts ele já previa uma reação de sua gravadora. Dito e feito. Recebeu um e-mail da mesma pedindo que ele retirasse o link.
Mandei uma mensagem para o Tico com o e-mail do Moby para Bob Lefsetz contradizendo inteiramente a teoria das gravadoras de que a música oferecida de graça diminui as vendas.
Hoje apareceu esse texto num blog que acompanho e achei muito apropriado reproduzí-lo aqui, até para dar munição ao Tico para argumentar com sua gravadora.


tradução de texto publicado em TechDirt


Ouvindo a indústria da música você pensaria que música de graça significa que os músicos não têm mais nada para vender. Isso é, obviamente, falso já que vemos repetidamente que músicos que se conectam com os fãs (ao invés de processá-los) e dão a eles algo de valor para comprar (ao invés de forçar as mesmas coisas sobre eles) não têm problemas para vender bastante, a despeito de qualquer “pirataria”. Na verdade, existe cada vez mais evidência de que música gratuita não é nem mesmo uma substituta real para música paga. Há alguns meses escrevemos sobre Corey Smith e sua experiência do verão passado. Smith oferece todas as suas canções de graça em seu site e, ainda assim, continua vendendo faixas no iTunes. A experiência consistiu em remover os downloads gratuitos do site e descobrir que as vendas no iTunes despencaram. Exatamente o oposto do que a indústria da música insiste em dier que vai acontecer.

Parece que algo semelhante aconteceu com Moby. Em um e-mail para Bob Lefsetz ele ressalta que a música que ele vem dando em seu site é a que tem gerado mais vendas no iTunes:

Como vão as coisas?
O álbum acabou de sair e lideraria a parada européia se não fosse pelos relançamentos do Michael Jackson.
Então, está indo bem.
Mas tem algo engraçado acontecendo: a faixa que mais tem vendido no iTunes é “Shot In The Back Of The Head”.
Por que é engraçado?
Porque é a faixa que eu venho dando há dois meses e que eu ainda estou dando.
Estranho.
Como vai você?
Moby

É claro que deve ajudar o fato de Moby não tratar seus fãs como criminosos.

18 de jun. de 2009

Virgin e Universal anunciam download ilimitado de música

A música-como-comodity-streaming avança. Deu no clicRBS:

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Virgin e Universal anunciam download ilimitado de música

Descarga livre de arquivos do catálogo vai custar cerca de € 17

A operadora de televisão a cabo britânica Virgin Media e a maior produtora musical do mundo, a Universal, anunciaram esta semana a criação conjunta de uma loja online que permite aos assinantes descarregarem um número ilimitado de músicas.

O serviço permitirá que, por um preço que rondará as € 17, os assinantes ouçam ou descarreguem todas as músicas da Universal que pretendam. Será, assim, um concorrente direto do iTunes, a loja de música online da Apple que cobra por cada faixa ou álbum.

O serviço deverá estar disponível até ao final do ano, apenas no Reino Unido.

Como parte de um acordo entre ambas as empresas, a Virgin irá também combater a partilha ilegal de conteúdos detidos pela Universal, podendo chegar mesmo a suspender por tempo limitado as ligações dos piratas que utilizam o seu serviço de acesso à internet.

A medida poderá ser polêmica, já que, na semana passada, o Conselho Constitucional francês chumbou uma muito controversa lei que pretendia criar uma entidade não judicial para cortar o acesso a quem descarregasse ficheiros ilegalmente.

O anúncio do acordo surge um dia antes do ministro das Comunicações britânico, Lord Carter, apresentar o Digital Britain, um relatório com várias propostas para lutar contra a pirataria digital.

18 de mai. de 2009

Trama inicia transmissão ao vivo de seus estúdios


Recebi da Trama, via e-mail, a mensagem abaixo.
Hoje, a Trama dá início ao projeto Webcast, que prevê transmissões ao vivo do dia-a-dia nos estúdios. Estreando: Móveis Coloniais de Acaju com o pocket show C_mpl_te, às 16h.

Para acompanhar é só acessar: www.trama.com.br/webcast

Esse será o primeiro show da banda após o lançamento do segundo álbum (C_mpl_te), que saiu no último dia 8, pelo Álbum Virtual Trama. http://www.albumvirtual.trama.com.br
A Trama é um selo que está se notabilizando por lançar e deixar disponíveis no seu site - por algum tempo - álbuns virtuais de algumas bandas com a arte do encarte e também extras, como fotos em vídeos em alta definição. Artistas como Tom Zé (já expirado,) Ed Motta, Cansei de Ser Sexy, Macaco Bong e Móveis Coloniais de Acaju.

O que será que eles estão tramando?

14 de mai. de 2009

Música por streaming se populariza

A revista Época desta semana tem uma reportagem sobre a popularização de sites de música por streaming. O simples fato do assunto aparecer na revista já é um sinal importante. O crescimento de gente acessando a web via I-Phone e outros gadgets móveis só faz aumentar a tendência ao streaming, em detrimento do mp3.

A matéria foca no site brasileiro Sonora e no sueco Spotify.


Desde fevereiro deste ano o Sonora está com o conteúdo aberto, de grátis. Tem 200 mil assinantes e cresce numa base de 2.500 por dia. Isso no modelo gratuito, pois há três planos pagos, de 9,90 a 19,90 reais por mês. O plano grátis, pelo que vi, dá direito a 20 horas por mês - e anúncios entre as músicas. Nos planos pagos é possível baixar, mas ainda com os indefectíveis DRMs. A remuneração varia, mas de uma forma geral os lucros são repassados para as gravadoras de acordo com o número de vezes que a música foi ouvida. E da gravadora para o artista. Lucro? Dizem os caras do Sonora que ele é lucrativo desde o início, por ter herdado patrocinadores do portal Terra.

Eles têm um acervo até grandinho. Mas fiz uma pesquisa e não têm Beatles ou The Who, por exemplo. Estão lutando para tocar a Warner também.


O Spotify tem mais de 1 milhão de usuários só na Inglaterra e cresce a uma base de 20 mil pessoas assinantes diários. Lá já estão Caetano, Chico e até uns sertanejos. Há bons nomes de música clássica também - isso, no Sonora, nem em sonho. Uma coisa bacana é que, assim como a Last.fm, ele contextualiza os artistas, com dados sobre biografia e discografia. O Sonora não tem isso.

O site tem três pacotes de acesso. Para o Brasil só é possível acessar o último, pago.

Aqui abaixo vai uma comparação entre os recursos dos dois sites:

Acervo
Sonora: 1 milhão de músicas
Spotify: 3 milhões de músicas

Rádio
Os dois têm, mas o Spotify oferece seleção combinada de ano e ritmo.

Playlist
Em ambos as playlists personalizadas ficam memorizadas

Download
O Sonora tem planos de downloads ilimitados, o Spotify não.

Acordos com gravadoras
O Spotify tem com todas as grandes, o Sonora não tem a Warner.

Biografias e informações
Só no Spotify.

Acesso no Brasil
O Sonora tem acesso gratuito e assinaturas. O Spotify, só assinaturas.

Histórico do usuário
No Sonora, de até seis meses atrás

23 de abr. de 2009

Algumas respostas


Depois do bode criado pelos posts discutindo O Culto do Amador, me penitencio aqui com um revigorante trecho de um artigo do Gerd Leonhard sobre, entre outras coisas, quais serão os fatores que determinarão valor no mundo digital. Vai em inglês mesmo, ok?

So what are those future value-determining factors? Here are a few from a long list that I have been compiling:

  • The best quality experience, at the perfect time. Compare listening to a low quality audio-stream on your mobile, in the train, to enjoying an HD recording on your living room (or car?) sound system. The first one could be feels-like-free or bundled, the other one could be a premium, paid-for service. The difference is just my particular use case, not the 0s and 1s.
  • A new, attractive and convenient package (or shall we say, alternate user interface?) A powerful and very recent example is 'The Presidents of The United States of America' iPhone app: the user pays a one-time fee of $3 for free, on-demand streams and videos from the last 4 albums, and lots of up-selling is built right into the app. iPhone users that are fans are very likely to shell out $3 to get this cool widget, and in a way I guess they are now actually paying for what they would otherwise have gotten for free, anyway (i.e. to listen to their favorite music, on-demand). Plus, the band now has a direct and totally unique path to their biggest fans - and that is the new gold, in my opinion. Sounds like a great deal to me: package it nicely and it will sell regardless of free alternatives.
  • Also note that this same phenomena is what still sells printed books. The words i.e. the content anyone can probably get for free, somewhere, but the feel and smell of the paper, the physical format, the touch, the familiar and comfortable user-interface (UI) is what I am actually paying for when I buy the good old, dead-tree version. In other words, I pay for the design, the printing and shipping, and only implicitly for the 'words'. It is important to note, though, that nice user interfaces will soon be available on electronic reading devices, as well, therefore leading us to that very same, original question: what will we pay for when we buy content, ultimately? We may soon enter the age of content-as-software-packages: many of us may soon no longer order the printed versions of books (last not least because of environmental concerns) but we may happily pay a few Euros a month for a digital book subscription, or add it in a bundle via our mobile phone bill, only to then buy the 20 Euro multimedia / virtual world edition of a book we really like - except that it won't be printed and shipped but also downloaded to my mobile device.
  • Authenticity and timeliness. I foresee a future where I will gladly pay a bit more to make sure that what I get is the bona-fide real thing, from the actual creator, in its correct version and without any shortcuts or changes. An authorized, paid-for English translation of the new Paulo Coelho book (digital or otherwise) would certainly be more enticing to me than 'free' copy that is not stamped with his approval. And if I can get it the moment that it's finished, even better (and I pay another premium).
  • Selection, expert curation, filtering, culling, context, annotation. In my experience, few people have time to find the best music for a specific occasion. Why would I bother looking for a great selection of ambient 'space music' for my yoga sessions when a true, bona-fide authority such as Stephen Hill (Producer of the superb Hearts of Space / HOS online radio show) has already done this for me? My payment to HOS would therefore be not so much for the actual songs, it's more for the service of having them filtered and annotated by a real expert.

Google passa a dar música de graça... na China



O Google está liberando arquivos mp3 legais e de alta qualidade na China. É uma estratégia para abocanhar uma fatia maior do mercado chinês, que hoje é de 28%. Eles pretendem gerar receita a partir de anúncios.

Há um artigo no Media Futurist comentando este importante passo rumo à liquidifcação da música. Será?

18 de abr. de 2009

O que a indústria do conteúdo perde com a condenação do Pirate Bay

Tradução livre do blog da Wired

Sites como Pirate Bay ensinaram e continuam ensinando lições valiosas à indústria de conteúdo sobre como lidar como o mundo emergente da mídia social – Facebook, Orkut, MySpace, imeem, YouTube etc. - no qual as vendas formam uma pequena fatia das receitas, e no qual o que importa é quem gosta do quê e quem presta atenção a quê.

Dentre o que é mais importante temos as listas de amigos, os uploads dos usuários, os filtros de conteúdo dos mesmos usuários, marketing viral, conteúdo patrocinado por anúncios e a possibilidade de se garimpar muita informação valiosa.

As gravadoras sempre ficaram intrigadas com a quantidade impressionante de usuários que sites como Napster e Kazaa reuniam, embora ficassem reticentes em tirar vantagem disso.

Existe muita informação vital para as majors quando ela monitora a rede de compartilhamento de arquivos, como: a música mais baixada de um álbum que vazou pode dar a indicação de que single escolher; onde uma banda deve tocar pode vir dos IPs dos fãs; que artistas têm públicos semelhantes e podem dividir um show etc.

Vários sites foram “vencidos” pelas gravadoras e o Pirate Bay pode ser mais um. Mas nesse meio tempo novas formas de compartilhamento continuam a surgir, incluindo redes privadas e encriptadas. E com os espelhos que o Pirate Bay tem em outros paises, é provável que ele consiga continuar a operar. Alem disso, o Pirate Bay é só um engenho de busca focado em arquivos de filmes, música etc. Ele mesmo não tem conteúdo próprio. Google, Yahoo e MSN também levam a arquivos ilegais.

Mesmo com a indústria celebrando outra vitória sobre o compartilhamento de arquivos, o mundo está mudando rapidamente na direção de serviços on-demand, nas nuvens onde se pode ouvir música e ver vídeos de uma forma mais social e mais rápida que nos com bit torrent.

Os sites P2P criaram o DNA das redes sociais e dos novos negócios - mas são considerados inimigos. E os Facebooks da vida contêm mais dados dos usuários que os P2P aumentando as chances de se criar receitas através de publicidade, recomendações e, até, vendas ocasionais.

A vitória sobre o Pirate Bay, se ela realmente acontecer, só vai tirar a possibilidade de se conhecer melhor os hábitos e gostos de milhões de usuários – e potenciais consumidores.

A grande lição dos P2P é: Venda anúncios quando o conteúdo for gratuito e tente vender para as pessoas algo que elas não possam ter gratuitamente, seja algum bônus, acesso instantâneo, ingressos para show, boxes luxuosos, relacionamento etc.

Processos como esse contra o Pirate Bay fazem sentido na superfície, mas em outro nível são um jeito engraçado de dizer “Obrigado”.

17 de abr. de 2009

Fundadores e ex-CEO do Pirate Bay são condenados à prisão


Deu na Rolling Stone:

Três fundadores e um ex-CEO da primeira empresa de hospedagem do site The Pirate Bay, um dos maiores portais de download gratuito no mundo, foram condenados na última quinta, 16, pela justiça sueca, a um ano de prisão. Acusados de violar direitos autorais, Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde e Carl Lundstrom (ex-CEO) terão ainda de pagar multa equivalente a R$ 7,75 milhões.

Após sabatina de duas semanas de interrogatório, dentro e fora dos tribunais, Sunde falou ao canal britânico BBC, na quarta, 15. "Estamos muito confiantes que vamos ganhar." Há poucas horas, o sueco mostrou em seu Twitter postura tranquila frente à decisão desfavorável ao quarteto. "Fiquem calmos - nada irá acontecer ao TPB. Conosco pessoalmente ou com a troca de arquivos. Isso é só teatro para a mídia."

Sunde achou graça, ainda, de ter tomado conhecimento da sentença antes mesmo do comunicado oficial. "Sério, é um tanto engraçado. Costumava acontecer apenas com filmes. Agora, até veredictos vazam antes do anúncio oficial", ironizou.

Ao descobrir que estava sendo processado, em 2008, Warg deu um recado às gravadoras em entrevista ao jornal sueco The Local: "Elas que se danem".

Em broadcast no TPB, Sunde afirmou preferir "queimar tudo o que tenho a pagar a multa". O caso, para ele, é coisa de cinema. Particularmente, da franquia Karate Kid. "Isso é como no filme. No começo, tem os valentões que implicam com Daniel San. Então ele apanha. É onde estamos agora. No final, teremos esta vitória épica. No final, iremos arrasar com eles."

Os réus foram acusados de prejuízos à indústria fonográfica, cinematográfica e de jogos eletrônicos por companhias como Sony BMG, EMI, Universal, Warner Bros, MGM, Columbia Pictures e 20th Century Fox Films. A ideia inicial era conseguir indenizações em torno de R$ 30 milhões pelos lucros não obtidos com os arquivos baixados gratuitamente desde a criação do site, em 2003.

Os advogados de defesa, que vão apelar contra o veredicto, partem do seguinte raciocínio: o Pirate Bay não alojava arquivos, e sim links - segundo as leis suecas, a indexação de arquivos não é criminosa. A corte, no entanto, não se convenceu.

O julgamento - considerado capital especialmente para a combalida indústria fonográfica - deve chegar à Suprema Corte da Suécia. Esse era o próximo passo prometido pelos criadores do site que contabiliza 22 milhões de usuários, caso perdessem na quinta.

À BBC, o CEO da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, John Kennedy, afirmou que os suecos não agiam por princípio - a não ser o do dinheiro. "Esses caras não estavam fazendo nada por princípios, estavam nesta para encher o bolso. Não havia mérito algum a respeito do comportamento deles, era tudo repreensível."

Kennedy acredita que chegou a hora de a indústria musical dar um olé no quadro atual, que comporta muitos sites à imagem e semelhança do PTB. "Havia esta percepção de que pirataria é OK e que a indústria deveria simplesmente aceitá-la. O veredicto de sexta vai mudar isso."

Ao mesmo canal, dias antes, Sunde disse não enxergar diferença entre PTB e Google. Se a pena impetrada nesta sexta vingar, o sueco não poderá vir ao 10° Fórum Internacional de Software Livre, no qual estava agendado uma das mais importantes das 14 atrações internacionais, ao lado do fundador da Free Software Foundation, Richard Stallman. O Fils acontece em Porto Alegre, entre os dias 24 e 27 de junho.

Até agora, o golpe mais forte sobre o site datava de 31 de maio de 2006. Na época, policiais invadiram e apreenderam computadores na empresa que hospedava os servidores do Pirate Bay.

1 de abr. de 2009

Jovens americanos estão baixando menos música e ouvindo mais online


Como os adolescentes estão escutando música

Segundo pesquisa da NPD feita nos Estados Unidos com jovens entre 13 e 17 anos, a garotada tem baixado menos músicas - sejam pagas ou gratuitas - por não se interessarem pelo que encontram, ou por já terem músicas demais, ou por poderem ouvir online na hora que quiserem.

Esse é mais um dado a favor da remuneração por acesso ao invés de se tentar controlar a venda e a cópia de música.

Alguns dados:
  1. A venda de CDs para essa faixa etária caiu 26%
  2. A venda de faixas pela internet caiu 13%
  3. Os downloads em sites P2P cairam 6%
  4. Pegar músicas com os amigos também deixou de interessar 28% dos teens
  5. O número de jovens que escuta música online - imeem, lastfm, pandora etc. - aumentou de 34 para 58%
A empresa também detectou que a maior tendência é de que a maior parte do tempo gasto com música seja para fazer listas e colocá-las online. Mais do que buscando novas canções.

Acho que essa pesquisa vai gerar polêmica por aqui. Não vai, Humberto?
O negócio é que contra fatos não há argumentos.