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22 de set. de 2009

Lily Allen se enrola ao copiar texto do Techdirt

Deu n'O Globo. A falta de uma compreensão real de como as coisas funcionam em tempos digitais geram situações patéticas como esta. Hipocrisia ou burrice? Você decide.

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RIO - Depois de postar uma crítica ao download ilegal de arquivos em sua página no MySpace, Lily Allen entrou de vez na encarniçada batalha da música digital. Posicionando-se claramente contra a Featured Artists Coalition (FAC), entidade que reúne artistas como Radiohead, Robbie Williams, Annie Lenox e Tom Jones, ela acaba de criar o blog "It's not allright" ("Não está certo"), que tem recebido apoio de artistas como James Blunt ou Matt Belamy, da banda Muse, todos contrários ao compartilhamento livre de arquivos. "Lily Allen é nossa líder", exagerou Blunt.

A adesão de seus colegas não livrou Lily de nova e irônica polêmica: ela copiou, sem dar o devido crédito, um post sobre o rapper americano 50 Cent, publicado originalmente no site Techdirt.com. No texto, o rapper diz acreditar que a pirataria faz parte do marketing da música e que lutar contra ela é inútil. "Isso é particularmente egoísta, do meu ponto de vista. Parece que ele pensa apenas em como a pirataria pode afetá-lo. E os caras que dão duro no estúdio? E os garotos que correm a cidade colando posteres?", questiona Allen.

Já Mike Masnick, autor do texto original, ironizou a lógica dos argumentos de Allen. "É maravilhoso que Lily Allen dê tanto valor aos nossos posts, a ponto de decidir copiar - ou deveria dizer 'piratear'? - um texto inteiro", provocou Masnick, em entrevista ao blog TorrentFreak.

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Leia o resto da matéria aqui.

11 de ago. de 2009

Baixar músicas de graça é ilegal? Manual anti-stress para detentores de direito autoral


Faço minhas as sábias palavras de Michael Masnick do TechDirt em seu blog sobre estatísticas de download entre os jovens que mostra que esse é um hábito arraigado entre eles e que 50% deles na Inglaterra baixaram em média 8.100 músicas.

"Eu não acho que seja correto ou legal – no seu sentido jurídico – baixar músicas de um artista que não o autorize. Mas o fato é que o compartilhamento de arquivos na rede não é algo pequeno, especialmente entre os jovens, e pensar que há uma fórmula mágica para fazer esse hábito desaparecer não passa de pensamento positivo. Dado que estamos vendo cada vez mais artistas abraçarem o download gratuito para impulsionar suas carreiras, em algum momento os que estão brigando contra isso terão que reconhecer que – do ponto de vista dos detentores de direitos autorais – é melhor não brigar contra os desejos dos consumidores, mas incorporá-los a um modelo de negócios mais inteligente e parar de se preocupar."

13 de mai. de 2009

A França aprova lei de proteção da indústria cultural e ameaça cidadãos com expulsão da internet

Os deputados franceses aprovaram uma lei , HADOPI, que condena à expulsão temporária na rede - até um ano - quem for pego trocando arquivos protegidos por leis de copyright. Serão dois avisos para suspeitos, na terceira vez, sem julgamento, o usuário será desconectado da rede.

O Presidente Sarkozy tomou essa lei como uma causa sua e conseguiu a aprovação por uma pequena margem.

Acredito na boa vontade do presidente, mas não acredito na eficácia da lei. Os problemas são muitos para ela "pegar".

O controle é cada vez mais complicado, visto que tecnologia é sempre algo fácil de burlar. Normalmente, todo controle é inútil. A pessoa pode mudar de "identidade" na internet e continuar suas atividades. Ou seja, melhor para os hackers que para o cidadão comum.

O problema é ainda mais grave porque navegar na rede se tornou praticamente indispensável para muitas pessoas. São inúmeros serviços além da troca de arquivos, como e-mail, MSN, Skype, internet banking etc. etc.

Diz-se que a lei pode fazer com que a França se atrase muito em relação à internet, por conta do controle.

Outra observação cabível é a de que todos somos infratores em algum nível. Com a atual legislação ninguém mais poderia entrar na rede. Sem nem nos darmos conta, infringimos a lei várias vezes ao dia, quando mandamos uma foto engraçada para um amigo, quando escaneamos nossas fotos de casamento, quando vemos um vídeo não autorizado no YouTube, quando repassamos um software para um colega de trabalho etc.

E alguém teria que seguir meus passos digitais o dia todo para que ficasse garantido que eu não tinha burlado a legislação de direito autoral. E eu não posso aceitar tal nível de invasão de privacidade.

Eu aqui estou torcendo para que a lei acabe não passando, mas acho que ano que vem teremos um monte de gente sendo desconectada da rede na França, tratada como marginal.

Não acredito que a indústria ganhe nem um centavo a mais com isso. Mas os advogados vão adorar!

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Texto complementar de onde tirei alguns trechos desse post:

How Long Can You Go Without Infringing On Copyright?
from the not-long-one-imagines... dept

A couple years ago, we wrote about a research paper looking at how often you infringe on copyrights in an average day to show just how ridiculous copyright law has become. Now, riffing on a recent post we did about how people take different views of copyright depending on whether they're making use of others' content or having their own content repurposed, one of our commenters has written up a blog post for Dvorak.org, discussing how hard it is to not infringe on copyrights, noting that the original system was not built for a digital world:

As copyright was originally enacted, it was next to impossible to accidentally infringe. In the good old days in order to infringe on a copyright you had to physically publish a song or a book without permission by printing it onto paper via a printing press. There was no other way to copy or infringe on a song or a book and there was no such thing as a performance right protected by copyright.

Nowadays we infringe copyrights numerous times throughout the day without even thinking about it. Watching an unauthorized SNL clip on YouTube. Playing the radio in the background at work where customers can hear. Loaning a copy of your Finding Nemo DVD to play at your kids' daycare. Downloading clip art to use in a personal scrapbook. Scanning your own wedding photos. Forwarding a funny photograph to a friend. Loaning a co-worker some software. Etc., etc., etc...

Copyright laws are so utterly pervasive in our lives that we simply cannot reasonably function without at least some innocent infringement. I personally think it'd be easier to avoid jaywalking and speeding than it would be to avoid infringing. So my question to you guys and gals, how long do you think you could last without infringing a copyright?
Indeed. It's interesting to note that some have compared copyright to speeding, but it's true that people are probably "infringing" a lot more often than they speed... and lots of people speed quite a bit.

4 de mai. de 2009

Mais sobre Trent Reznor e mais sobre bandas novas

Para quem já viu o vídeo do MIDEM esse é um complemento que inclui soluções para artistas novos.
Quem tiver mais dicas sobre como se financiar nos dias de hoje sendo músico, está já convidado a postar.
Em breve quero postar um texto sobre O Teatro Mágico, uma banda 2.0. Ela não existe no mainstream e sobrevive luxuosamente agradando apenas seus fãs.
Alguém aqui conhece?

Bem vamos ao vídeo:

Leadership Music Digital Summit 2009 - Mike Masnick keynote address, 3/25/09 from Leadership Music Digital Summit on Vimeo.

14 de abr. de 2009

O modelo do NIN para bandas novas!!!!

O mesmo cara, Mike Masnick, que falou sobre o cwf +rtb = $$$ analisando o case do NIN volta a carga em quatro vídeos sobre a fórmula de negócios do novo mundo onde o gratuito não é sinônimo de nenhum dinheiro. A fórmula é fazer uma comunidade crescer e criar escassez real de atenção e acesso. Complicado? Ele cita o Google que oferece serviço gratuito e tem o dinheiro gerado pelos anúncios, que só são lucrativos porque muita gente usa a ferramenta que é realmente boa para que as pessoas se localizem nesse mar de informação. Cita novamente o NIN, mas depois dá bons exemplos de criatividade entre artistas novos. Vale a pena ver.
O primeiro serve de introdução, o segundo explica e o terceiro e quarto são de perguntas do público.

Para quem não conseguir visualizar os vídeos - eu não consegui -, vai o link








8 de abr. de 2009

Mais sobre o modelo de negócios do Trent Reznor

Essa é uma palestra muito interessante do MIDEM sobre o porque do sucesso das inovações do NIN.
Vale a pena. Tenho seguido o Michael Masnick no Twitter e tem sempre alguns insights interessantes.