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12 de ago. de 2009

Aprenda com Amanda Palmer a usar o Twitter

A mesma cantora que levantou $ 19.000,00 em 10 horas pelo Twitter e marca shows relâmpagos usando essa ferramenta produziu um vídeo instantâneo na praia só com os fãs que tinham ido assistir um desses shows.
Abaixo, o vídeo propriamente dito e uma entrevista com ela sobre entrar em contato com os fãs:



How Amanda Palmer connects with her fans from David Meerman Scott on Vimeo.


Para mais veja no HypeBot ou no TechDirt

11 de ago. de 2009

Estudo britânico: Mudanças na relação dos adolescentes com a música

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Deu no Hypebot e o Musicalíquida traduziu.

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Uma nova pesquisa da UK Music joga uma luz sobre a complexidade do consumo, cópia e compartilhamento de música entre jovens de 14 a 24 anos.

Principais resultados:
  • Música continua sendo a forma de entretenimento mais valorizada.
  • 87% disseram que, para eles, copiar entre aparelhos é importante.
  • 86% já copiaram um CD para um amigo; 75% enviaram musica por e-mail, Bluetooth, Skype ou MSN; 57% já copiaram a coleção de musicas completa de um amigo; 39% já baixaram música.
  • Há um interesse real por novos serviços legalizados. 85% dos usuários de sites P2P disseram que se interessariam em pagar por um serviço de download ilimitado de MP3, tipo pega-o-que-você-quiser, de um site de armazenamento online; e 38% já riparam stream de TV, rádio ou internet.
  • O computador é a grande central de entretenimento – 68% dos entrevistados o utilizam diariamente para ouvir música. O adolescente em média já juntou uma coleção de mais de 8.000 faixas.
  • A posse da música é extremamente importante – online e offline.
  • A popularidade do P2P permanece imutável desde 2008 – 61% disseram que baixam música usando redes p2p ou torrent trackers. Deste grupo, 83% o fazem semanalmente ou diariamente.
  • Os jovens têm uma noção inerente do que é copyright, mas optam por ignorá-lo – a vasta maioria dos entrevistados sabiam que compartilhar conteúdo com copyright é ilegal e ainda assim continuam a fazê-lo.
“Ironicamente, para mim, talvez a maior mudança seja o contexto. Ao longo dos último 12 meses, o mercado de musica digital licenciada se diversificou imensamente – haja vista a competição no mercado de downloads e a força ganha pelos serviços de streaming. Ao mesmo tempo, a expectativa de parcerias comerciais com provedores aparece tentadora no horizonte. E, claro, artistas britânicos e a comunidade criativa continua a avançar: inovando, experimentando e se aproximando dos fãs, de formas novas e excitantes,” comentou Feargal Sharkey, CEO da UK Music.

“Claramente, o formato do nosso negócio como um todo continuará a evoluir. No entanto, não alcançaremos nada se não trabalharmos com os fãs de música, os fãs jovens em particular”, continuou. “Ignorar esse engajameto é por nossa conta e risco. Essa mensagem é clara.”

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Vocês conhecem alguma pesquisa assim no Brasil?
Quais seriam os resultados?

Crédito da imagem: UK Music

26 de jul. de 2009

Então você quer fazer sucesso no mundo da música? Aqui estão as novas regras.

Li esse texto na internet que é um apanhado de muitas coisas que vimos discutindo por aqui. O original está em http://www.walletpop.com/blog/2009/07/25/so-you-wanna-be-a-rockstar-here-are-the-new-rules/ e me foi indicado via Twitter pelo excelente blog português Remixtures: http://remixtures.com/

"A indústria da música em geral tem sido lenta para se adaptar às ferramentas da nova mídia. Enquanto gravadoras e editoras ainda estão brigando para manter o controle de suas propriedades, existe um mundo novo onde uma elite da nova mídia está trabalhando para encontrar ferramentas para possibilitar aos músicos a construção de uma ponta entre a nova e a velha mídia.

Seja oferecendo música de graça na rede, trabalhando para construir uma comunidade online, ou simplesmente começando um dialogo, os que procuram respostas estão rapidamente substotuindo os antigos jogadores.

Eu decidi conferir o New Music Seminar em Nova Iorque essa semana para descobrir como os músicos estão sendo “armados”.

O principal mentor dessa conferência, Tom Silverman, fundador da Tommy Boy Entertainment, começou esse Seminário em 1980 para discutir o futuro do mercado já naquela época.

Ele começou esses encontros para tocar uma indústria que era historicamente resistente a mudanças. Serviu como um fórum para jovens empreendedores lançarem seus negócios e fazer contatos e virou um modelo para novas conferências como a South by Southwest.

Desde 2000, as receitas da indústria da música vêm decrescendo regularmente. No ano que vem, pela primeira vez, as receitas com as vendas digitais devem ultrapassar as físicas. Até 2013 a conta será 80% digital e 20% física.

“A mudança não virá se você esperar pelas gravadoras”, disse Silverman. “Nós somos quem nós esperávamos.” A conferência quer ensinar artistas como fazer mais dinheiro e menos bobagens.

Não importa se você quer ser um artista, um empresário, um divulgador ou um empreendedor, aqui estão as regras para ser bem sucedido no negócio:


• O futuro é DIY (Do It Yourself – Faça Você Mesmo). Aprenda a usar ferramentas baratas ou gratuitas, mas lembre-se que o importante é o seu trabalho. Software não vai resolver seus problemas.

• O melhor marketing é informado pela arte. Você não pode criar um vídeo viral; tudo depende da audiência. Mas você pode chamar a atenção.


• Se você é um artista, não peça dinheiro emprestado. Só se mantêm o controle artístico mantendo-se o controle financeiro. O oposto se você for um empreendedor. Tim Westergren, fundador da Pandora estourou um dúzia de cartões de crêdito e devia dinheiro a todo mundo antes de fazer seu negócio decolar.


• Existem muitos lugares para vender sua música online: Amazon, MySpace, iTunes e TuneCore para iniciantes. Mas não subestime o poder de dar sua música. Lil Wayne ofereceu sua música gratuitamente por mais de um ano antes de lançar seu álbum. Ele trabalhou antes para construir sua base de fãs antes de pedir qualquer dinheiro.


• Os fãs são a nova gravadora. No negócio agora tudo depende da relação entre o artista e seus fãs, especialmente os “uber” fãs, aqueles que compram todo o merchandise, vão a todos os shows e divulgam suas bandas favoritas.


• A chave para estabelecer o contato com os fãs é o e-mail, o dado mais importante que você pode coletar. Tenha uma folha para isso em todos os shows. Peça à audiência para mandar uma mensagem de texto com seus e-mails para o celular do seu produtor e prometa manter pessoalmente esse contato. Dessa forma você terá e-mails e códigos de área. Construa uma comunidade online através de webcasts, fotos, entrevistas e vídeos de shows.


• Engaje seus fãs de uma maneira que faça sentido, nada forçado ou fingido. A banda We The Kings lançou uma série semanal na internet que teve mais de 300 milhões de views. Eles venderam 100.000 discos antes das músicas chegarem no iTunes.


• É perigoso que um artista gaste muito tempo com coisas que não são artísticas. Crie um time de empresariamento para tomar conta das ferramentas, marketing e tecnologia. Se você está começando convoque um amigo que adore música para desenvolver sua marca com você.


• Só assine contratos de curto prazo e se eles forem te dar muita visibilidade. Caso contrário você vai ficar fora do radar.


• Comece localmente, comece com uma tribo. As melhores histórias de sucesso de bandas começaram com uma cena musical. A internet tem permitido que tribos aumentem muito de tamanho. Entre em contato com bandas similares e divida shows com elas. Construam uma cena e trabalhem para que o sucesso aconteça para todo mundo ao mesmo tempo.


Se você perdeu o seminário de Nova Iorque, fique atento porque vai haver outra conferência esse ano em Chicago. Fique ligado no WalletPop para mais informações sobre a nova música."

9 de jun. de 2009

Coldplay ensina o caminho das pedras para a independência


Clipe hilário. Muito bom.

O Coldplay tem feito um caminho brilhante rumo à independência. O contrato deles com a EMI é de 5 discos. Viva La Vida foi o quarto, só falta mais um. E depois? Vai valer a pena continuar usando os serviços de uma gravadora? Será que ela ainda vai existir?

Como os caras são muito espertos, começaram o caminho rumo à independência cadastrando os fãs enquanto estão super expostos. Assim, quando tomarem seu rumo sozinhos já terão como encontrar todos os seus fãs na rede. Até eles, que estão com o boi na sombra agora, sabem que o caminho é o contato direto com o público.

Para o lançamento do single Violet Hill eles cadastraram milhões de fãs. O mesmo aconteceu para o disco ao vivo gratuito. Imagine o tamanho do investimento para gravar e lançar um disco de graça. Qual o benefício? Cadastrar os fãs para garantirem a independência.

Se uma banda do tamanho do Co;dplay está investindo tanta energia e dinheiro nesse caminho por saber que é o único garantido no futuro - ou no presente no caso do NIN -, porque uma banda independente não deve colocar toda a sua disposição para criar esse canal direto?

Para quem entende inglês, aqui vai um texto do ótimo blog TechDirt sobre o mesmo assunto:

The Key To Being A Successful Musician:
Focus On Fan Relationships... Not Industry Relationships

from the get-it-straight dept

Mark Rosedale points us to an interesting blog post from singer/songwriter Shaun Groves, where he discusses how the music business is changing, and how it's the artists that need to change, by focusing on different kinds of relationships:

The music business is about relationship. And now it's the artist's turn to have one.

Success in the music business once hinged on only a handful of relationships: a publicist and a magazine, a salesman and a bookstore, a radio promoter and a radio station, a booking guy and a promoter, an artist and a manager, a writer and a publisher. If all these relationships were working, if all parties' interests were respected and pursued, if no personalities collided to the point of impeding progress, then the project or artist they were tied to would succeed (from a business standpoint.)
But, today, that equation has changed, and artists need to learn how to have very different types of relationships -- and it's difficult for some:
Technologies can foster relationships. But not without a lot of personal investment and intentionality from an artist.

This is a big shift in thinking for artists, especially at the top levels of this industry. Artists aren't accustomed to being so accessible, accountable and out of control. Artists are accustomed to being in front of audiences that care about what they do, audiences they know are fans and they keep in the seats for a couple hours by charging a ticket price. But on-line, where spending time with an artist is free, anybody can wander into the crowd, boo, change the subject, or walk out. And they will.

Also, artists are used to hiring people to handle their relationships for them. That's at least 90% of what a manager does. Labels congratulate and critique through a manager, for instance, who adds his own diplomatic spin to every word so the artist's feelings aren't hurt and the relationship is preserved. Not so on-line. Someone can be hired to hit the "publish" button on a blog post that gets e-mailed over, invite people to a Facebook event and even write to people for an artist and signed their name (it happens), but no one can convincingly be the artist every day in post after post or interact with commenters regularly. Artists can't hire anyone to be them 24/7 and the internet demands those kind of hours.
I know that whenever we write stories about artists successfully connecting with fans, we get angry messages from music industry folks about "what if artists don't want to connect with fans." What Shaun is suggesting here is that if they don't, then they're not going to have the type of relationships necessary in the modern music world. In some ways, saying "what if musicians don't want to interact with fans" is the equivalent of saying "and what if Widget Co.'s employees don't want to interact with customers." That's fine... but then they can't complain when their widgets don't sell. Shaun concludes by stating:
If the music industry dies it won't be because everything changed. It will be because artists didn't. Artists today have to - no, we get to - do what the rest of the industry and human race has been doing for eons: We get to be real human beings spending time with other real human beings. There's no shortcut for that.

This is a fantastic point. In my MidemNet presentation about how Trent Reznor connected with fans and gave them a reason to buy, one point I raised briefly (which got a laugh from the audience) was the crazy idea that some of Reznor's actions made him "seem human," and how rare that was in the music industry. It's a point that bares repeating, so I'm glad Shaun called it out (and that Mark alerted me to it). Nearly every success story we've discussed has had that in common: it's about making the artists seem human -- and that helps people feel like they want to help the artists out and they want to pay for things, rather than feeling pressured or coerced into paying.