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11 de ago. de 2009

Estudo britânico: Mudanças na relação dos adolescentes com a música

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Deu no Hypebot e o Musicalíquida traduziu.

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Uma nova pesquisa da UK Music joga uma luz sobre a complexidade do consumo, cópia e compartilhamento de música entre jovens de 14 a 24 anos.

Principais resultados:
  • Música continua sendo a forma de entretenimento mais valorizada.
  • 87% disseram que, para eles, copiar entre aparelhos é importante.
  • 86% já copiaram um CD para um amigo; 75% enviaram musica por e-mail, Bluetooth, Skype ou MSN; 57% já copiaram a coleção de musicas completa de um amigo; 39% já baixaram música.
  • Há um interesse real por novos serviços legalizados. 85% dos usuários de sites P2P disseram que se interessariam em pagar por um serviço de download ilimitado de MP3, tipo pega-o-que-você-quiser, de um site de armazenamento online; e 38% já riparam stream de TV, rádio ou internet.
  • O computador é a grande central de entretenimento – 68% dos entrevistados o utilizam diariamente para ouvir música. O adolescente em média já juntou uma coleção de mais de 8.000 faixas.
  • A posse da música é extremamente importante – online e offline.
  • A popularidade do P2P permanece imutável desde 2008 – 61% disseram que baixam música usando redes p2p ou torrent trackers. Deste grupo, 83% o fazem semanalmente ou diariamente.
  • Os jovens têm uma noção inerente do que é copyright, mas optam por ignorá-lo – a vasta maioria dos entrevistados sabiam que compartilhar conteúdo com copyright é ilegal e ainda assim continuam a fazê-lo.
“Ironicamente, para mim, talvez a maior mudança seja o contexto. Ao longo dos último 12 meses, o mercado de musica digital licenciada se diversificou imensamente – haja vista a competição no mercado de downloads e a força ganha pelos serviços de streaming. Ao mesmo tempo, a expectativa de parcerias comerciais com provedores aparece tentadora no horizonte. E, claro, artistas britânicos e a comunidade criativa continua a avançar: inovando, experimentando e se aproximando dos fãs, de formas novas e excitantes,” comentou Feargal Sharkey, CEO da UK Music.

“Claramente, o formato do nosso negócio como um todo continuará a evoluir. No entanto, não alcançaremos nada se não trabalharmos com os fãs de música, os fãs jovens em particular”, continuou. “Ignorar esse engajameto é por nossa conta e risco. Essa mensagem é clara.”

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Vocês conhecem alguma pesquisa assim no Brasil?
Quais seriam os resultados?

Crédito da imagem: UK Music

Baixar músicas de graça é ilegal? Manual anti-stress para detentores de direito autoral


Faço minhas as sábias palavras de Michael Masnick do TechDirt em seu blog sobre estatísticas de download entre os jovens que mostra que esse é um hábito arraigado entre eles e que 50% deles na Inglaterra baixaram em média 8.100 músicas.

"Eu não acho que seja correto ou legal – no seu sentido jurídico – baixar músicas de um artista que não o autorize. Mas o fato é que o compartilhamento de arquivos na rede não é algo pequeno, especialmente entre os jovens, e pensar que há uma fórmula mágica para fazer esse hábito desaparecer não passa de pensamento positivo. Dado que estamos vendo cada vez mais artistas abraçarem o download gratuito para impulsionar suas carreiras, em algum momento os que estão brigando contra isso terão que reconhecer que – do ponto de vista dos detentores de direitos autorais – é melhor não brigar contra os desejos dos consumidores, mas incorporá-los a um modelo de negócios mais inteligente e parar de se preocupar."

21 de abr. de 2009

Aumenta o número de pessoas ouvindo rádio online

Uma pesquisa na Billboard aponta para um crescimento de quase 30% da população que ouve rádio online nos EUA. Agora são 42 milhões de pessoas por semana acessando esse tipo de serviço.

Diz ainda que os dólares estão seguindo a audiência - que vem abandonando lentamente as rádios tradicionais - e criando uma receita maior para as rádios online.

Será que é a nossa chance de nos vermos para sempre livres do infame jabá?

Só não podemos deixar esse sistema se infiltrar no novo mundo. Aliás, isso é quase impossível, pois não dá para forçar ninguém a ouvir ou ver o que não quer num mundo onde a escolha é do consumidor.

1 de abr. de 2009

Jovens americanos estão baixando menos música e ouvindo mais online


Como os adolescentes estão escutando música

Segundo pesquisa da NPD feita nos Estados Unidos com jovens entre 13 e 17 anos, a garotada tem baixado menos músicas - sejam pagas ou gratuitas - por não se interessarem pelo que encontram, ou por já terem músicas demais, ou por poderem ouvir online na hora que quiserem.

Esse é mais um dado a favor da remuneração por acesso ao invés de se tentar controlar a venda e a cópia de música.

Alguns dados:
  1. A venda de CDs para essa faixa etária caiu 26%
  2. A venda de faixas pela internet caiu 13%
  3. Os downloads em sites P2P cairam 6%
  4. Pegar músicas com os amigos também deixou de interessar 28% dos teens
  5. O número de jovens que escuta música online - imeem, lastfm, pandora etc. - aumentou de 34 para 58%
A empresa também detectou que a maior tendência é de que a maior parte do tempo gasto com música seja para fazer listas e colocá-las online. Mais do que buscando novas canções.

Acho que essa pesquisa vai gerar polêmica por aqui. Não vai, Humberto?
O negócio é que contra fatos não há argumentos.