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7 de fev. de 2010

Rio Music Conference 2010



De 10 a 16 de fevereiro vai acontecer na Marina da Glória a Rio Music Conference, evento dedicado à música eletrônica.

Nos dias 10 e 11 serão palestras, painéis, workshops e feira de negócios. Dos dias 12 ao 16, uma programação variada de música. Eletrônica, claro.

Pelo que vi na programação, estão na pauta dos debates muitos dos assuntos que temos discutido por aqui. Vou tentar assistir a pelo menos um dia de palestras.

Veja a programação e outras informações neste link.

28 de out. de 2009

Minha posição em relação à música gratuita

Acho que preciso esclarecer algumas coisas em relação ao que eu penso sobre música gratuita na internet:

1) Não faço parte de nenhuma das duas torcidas mais comuns. Não acho que tudo tem que ser gratuito e acabou, nem posso concordar com que se tente punir quem baixa música de graça.

2) Não acho que a gratuidade seja uma meta. Ela é um mal irreversível para os artistas em atividade, contra o qual é tão inútil lutar, como não concordar com a lei da gravidade.

3) A música tem custo e valor, ela não é feita de graça. A música grátis tem que fazer parte de uma estratégia para divulgar e vender - seja música, ingressos de shows ou merchandising.

Digo essas coisas porque sinto que preciso me posicionar para não ser colocado como exemplo de posturas que não tenho.

Faço parte do Música Para Baixar porque acredito que não haja como controlar o compartilhamento de música pela internet. E que, em diversos casos, o controle seria péssimo para a cultura. Vejam os casos de discos que estão fora de catálogo. O desinteresse de uma gravadora em lançar o repertório de determinado artista colocava-o no ostracismo irreversível. Que direito têm as gravadoras de impedirem a sociedade de ter acesso a um bem cultural? Quantas jóias ficavam trancadas nos cofres dos detentores de direitos autorais e agora circulam livremente pela rede, beneficiando artistas e público? Processar os fãs, ou impedir que eles tenham acesso ao que desejam, nunca me pareceu uma estratégia muito inteligente para se conquistar mais fãs. Outro dia – outubro de 2009! - vi um advogado da indústria do disco dizer que a forma de se controlar os downloads “ilegais” é usando de tecnologia e que o DRM é uma forma eficiente de fazê-lo. Em que mundo essa pessoa vive? Todo mundo desistindo do DRM e ele achando que é solução!

Quais a principal vantagem da gratuidade? Divulgação. A música gratuita chega muito mais facilmente às pessoas, já que elas podem conhecê-la antes de se decidir a gastar dinheiro. Se você não der, a possibilidade de que as pessoas queiram se arriscar no escuro é infinitamente menor. Se compararmos ao preço do jabá para ter execução em rádio, o compartilhamento de arquivos é uma bênção para os artistas. Os fãs fazem o trabalho que precisamos, sem cobrar, e gratos pela nossa generosidade. Daí o mote do Música Para Baixar: Fã não é pirata! É divulgador. E esse quer nos ajudar financeiramente para que continuemos a dar o que ele quer: música de qualidade.

Quando as rádios começaram a executar música as gravadoras acharam que ela seria danosa para as vendas, porque ninguém compraria algo que estava sendo entregue de graça nas casas das pessoas. E nada foi tão importante para divulgar e vender música quanto o rádio. Estamos no mesmo caso. Nada divulga e populariza tanto a música quanto o acesso gratuito à mesma.

Por outro lado, não quero o fim do direito de autor – embora ache que ele precise ser revisto -, não acho que a cultura é social e gratuita por princípio, não quero o fim das gravadoras. E quero ganhar dinheiro sem culpas esquerdistas.

Resumindo, não há negócio nem profissão que seja totalmente gratuito. Alguém tem que pagar alguma coisa em algum momento para que haja profissionais sobrevivendo daquele negócio. Mas a proibição de compartilhamento de música na rede, além de impossível, não vai ser o esteio financeiro dessa história. Quero que abracemos a gratuidade como uma das ferramentas para nos aproximarmos do nosso público e criarmos uma outra forma mais inteligente e contemporânea de ganharmos a vida fazendo música. Dialogando o @penas, música é profissão, sim. Mas muito diferente do que já foi.

6 de jul. de 2009

Moonalice - Uma banda de veteranos dá exemplo de comunicação com os fãs


Eu fiquei tão impressionado que tinha que dividir com vocês. Enquanto muita gente reclama, tem artista cuidando de conquistar os fãs dando a eles muito mais do que eles esperam.

O Moonalice é uma banda formada por grandes músicos. O guitarrista G. E. Smith já acompanhou grandes nomes da música como Bob Dylan, Tina Turner, Mick Jagger, Tracy Chapman e Hall And Oates e foi diretor musical da orquestra do Saturday Night Live. Jack Casady foi baixista do Jefferson Airplane e tecladista do Hot Tuna. Pete Sears já tocou e gravou com Rod Stewart, Jerry Garcia e Los Lobos, entre muitos outros. John Molo foi baterista do Bruce Hornsby e do John Fogerty. Pelas minhas contas a maioria está na casa dos 60 anos. Apesar desse timaço eu nunca tinha ouvido falar da banda.

Outro dia recebi no Twitter uma mensagem de alguém que eu nem conhecia me recomendando essa banda. Ouvi, gostei e recomendei. Daqui a pouco recebi uma mensagem da banda agradecendo a recomendação junto com um link para uma versão ao vivo de uma das canções do primeiro álbum deles. A canção era boa, muito bem tocada, mas não me chamou a atenção até a hora dos solos. Sim, eu disse “solos”, substantivo plural. O primeiro, de teclado, é enorme e maravilhoso, o segundo, de guitarra, também é empolgante. Depois disso ainda tem uma longa parte instrumental sem solo. Ou, como se dizia antigamente, um solo de base. Quando acabou é que eu fui me dar conta que a música tinha mais de 8 minutos de duração. Me ganharam para sempre. Que coragem! E quanto talento.

Comentei sobre a música no Twitter e recebi uma mensagem pedindo para que eu os seguisse porque eles queriam me mandar uma mensagem direta – daquelas que os outros usuários do site não podem visualizar. Avisei que já os estava seguindo e recebi uma mensagem em português pedindo para que eu mandasse meu endereço para um determinado e-mail para que eles me enviarem um disco!!! Quase não acreditei. Mandei um e-mail incrédulo para o guitarrista base – um dos fundadores da Wikipédia! -, achando que quando ele visse que era no Brasil me daria uma desculpa cordial e não me enviaria nada.

Recebi então esse e-mail (em inglês):

“Caro Leoni, Vou te mandar um álbum. Ele foi produzido por T Bone Burnett e inclui 5 versões diferentes das músicas, otimizado para soar como vinil em vários aparelhos diferentes. A versão do DVD é 96/24, com posters para cada canção. Se você tiver bons falantes ligados ao seu aparelho de DVD é a melhor forma de ouvir. (o Álbum também inclui versões otimizadas em mp3, AAC e FLAC; sinta-se à vontade para compartilhar com seus amigos) Cuide-se Chubby Wombat Moonalice”

Ainda estou incrédulo – o disco ainda não chegou -, mas fiquei realmente impressionando com o esforço que foi feito para conquistar um fã que provavelmente não vai gerar receita para eles pois dificilmente eles virão tocar no Brasil.

Recado para os artistas brasileiros: chegou a hora de parar de brincar de superstar e começar a correr atrás de fãs antes que eles não tenham mais tempo de prestar atenção em mais nada.

Parabéns, Moonalice, pelo excelente trabalho de divulgação da música de vocês – caso eles consigam ler esse texto com o tradutor que eles usam para se comunicar com os fãs brasileiros.

PS: Outro e-mail que eu recebi

“Dear Leoni, Moonalice is an experiment. We are musicians from the 60s, trying to create a new band with an old feel. It thrills me that you like what we are doing. I wish I spoke Portuguese. The translation software in TweetDeck isn’t very good. I have two friends who speak Portuguese, so I will try to get their help. Let us know how we can help you. We are delighted to send whatever materials will help you spread the word. Take care, CWM”

UAU!

PS2: Vez por outra o Moonalice faz um Twittercast que consiste em dar todas as canções captadas em um show através do Twitter. Liberando aos poucos, uma cancão a cada três minutos, é como se você fosse ouvindo o show via internet. Inovação é isso!

3 de abr. de 2009

Reverbnation

Quem gostou do Bandcamp pode achar esse site ainda melhor. O Ultraje a Rigor está por lá e o Leo jaime disse que o Roger fez muita propaganda do Revernation para ele. Confira na reportagem que eu peguei no Gattune!:

ReverbNation é um site desenvolvido para bandas de música iniciantes. Um serviço web que oferece recursos da internet e ferramentas para que músicos possam divulgar seus trabalhos. Com um enfoque específico, o ReverbNation converge ferramentas essenciais para novas bandas distribuírem seu conteúdo pela web.

Promova Sua Banda de Música

Promova sua Banda de Música

O serviço trabalha sobre o nicho das redes sociais, oferecendo um espaço para que o artista tenha uma completa vitrina para seu trabalho. O ReverbNation promete uma solução única de marketing para bandas com estratégia de divulgação pela internet

Ferramentas como o TunePaks, FanReach, e Widgets fazem parte desses recursos e conferem portabilidade para email, blogs e sites sociais. Entre eles o widget que possui uma força natural de se espalhar pela internet quando permite que qualquer “ouvinte” possa acoplar o recurso em sites e blogs.

As bandas terão controle em tempo real desses recursos. Através de um painel, você terá as estatísticas dos widgets em como as músicas são distribuídas, quem está ouvindo e como os recursos estão sendo levados pela internet e publicados em páginas de redes sociais.

O ReverbNation permite a abertura de um espaço livre, mas eleva-se o nível a recursos avançados para distribuição e venda de músicas. O recurso pago do site se chama ReverbNation Press Kit. Um atualização da sua conta que promete maior visibilidade da sua banda, mais recursos para controle e distribuição das músicas.

No site, sua música poderá ser distribuída em grandes portais de MP3 como o iTunes, Amazon, Rhapsody, Napster e eMusic onde você poderá manter até 100% dos royalties sobre a venda do seu trabalho!

Atualmente o Myspace tem feito muito bem esse trabalho para bandas de música, mas seu sucesso se dá mais pelo volume de acessos quanto pelos recursos oferecidos. Entre o ReverbNation e ele, o primeiro supera em tantas e tantas vezes o MySpace.

A sua estrutura de porta de conteúdo diverso e aceitação pelos usuários de todo mundo torna o serviço um espaço muito procurado por bandas. Caso queira algo especifico e totalmente dedicado à bandas de música com interatividade e integração em lojas online de música, o ReverbNation é uma melhor escolha

Distribuir música e fazer dinheiro com seu trabalho não é uma tarefa fácil. Recentemente recebi um pedido de um leitor para que eu ofereça os diversos sites de divulgação de bandas pela web. Pela lista que fiz na época, entre os que já publiquei aqui e os diversos que já conheço na web são mais de 50. Fique a vontade entre alguns:

Saiba mais sobre o ReverbNation no blog Remixtures:

Abraços!

Talvez você também queira ler sobre:

  1. Sonific: divulgue sua música, mostre sua banda!
  2. Garagem Mp3: divulgue sua banda na internet
  3. Trevo Digital: loja de música bandas independentes