13 de mai. de 2009

A França aprova lei de proteção da indústria cultural e ameaça cidadãos com expulsão da internet

Os deputados franceses aprovaram uma lei , HADOPI, que condena à expulsão temporária na rede - até um ano - quem for pego trocando arquivos protegidos por leis de copyright. Serão dois avisos para suspeitos, na terceira vez, sem julgamento, o usuário será desconectado da rede.

O Presidente Sarkozy tomou essa lei como uma causa sua e conseguiu a aprovação por uma pequena margem.

Acredito na boa vontade do presidente, mas não acredito na eficácia da lei. Os problemas são muitos para ela "pegar".

O controle é cada vez mais complicado, visto que tecnologia é sempre algo fácil de burlar. Normalmente, todo controle é inútil. A pessoa pode mudar de "identidade" na internet e continuar suas atividades. Ou seja, melhor para os hackers que para o cidadão comum.

O problema é ainda mais grave porque navegar na rede se tornou praticamente indispensável para muitas pessoas. São inúmeros serviços além da troca de arquivos, como e-mail, MSN, Skype, internet banking etc. etc.

Diz-se que a lei pode fazer com que a França se atrase muito em relação à internet, por conta do controle.

Outra observação cabível é a de que todos somos infratores em algum nível. Com a atual legislação ninguém mais poderia entrar na rede. Sem nem nos darmos conta, infringimos a lei várias vezes ao dia, quando mandamos uma foto engraçada para um amigo, quando escaneamos nossas fotos de casamento, quando vemos um vídeo não autorizado no YouTube, quando repassamos um software para um colega de trabalho etc.

E alguém teria que seguir meus passos digitais o dia todo para que ficasse garantido que eu não tinha burlado a legislação de direito autoral. E eu não posso aceitar tal nível de invasão de privacidade.

Eu aqui estou torcendo para que a lei acabe não passando, mas acho que ano que vem teremos um monte de gente sendo desconectada da rede na França, tratada como marginal.

Não acredito que a indústria ganhe nem um centavo a mais com isso. Mas os advogados vão adorar!

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Texto complementar de onde tirei alguns trechos desse post:

How Long Can You Go Without Infringing On Copyright?
from the not-long-one-imagines... dept

A couple years ago, we wrote about a research paper looking at how often you infringe on copyrights in an average day to show just how ridiculous copyright law has become. Now, riffing on a recent post we did about how people take different views of copyright depending on whether they're making use of others' content or having their own content repurposed, one of our commenters has written up a blog post for Dvorak.org, discussing how hard it is to not infringe on copyrights, noting that the original system was not built for a digital world:

As copyright was originally enacted, it was next to impossible to accidentally infringe. In the good old days in order to infringe on a copyright you had to physically publish a song or a book without permission by printing it onto paper via a printing press. There was no other way to copy or infringe on a song or a book and there was no such thing as a performance right protected by copyright.

Nowadays we infringe copyrights numerous times throughout the day without even thinking about it. Watching an unauthorized SNL clip on YouTube. Playing the radio in the background at work where customers can hear. Loaning a copy of your Finding Nemo DVD to play at your kids' daycare. Downloading clip art to use in a personal scrapbook. Scanning your own wedding photos. Forwarding a funny photograph to a friend. Loaning a co-worker some software. Etc., etc., etc...

Copyright laws are so utterly pervasive in our lives that we simply cannot reasonably function without at least some innocent infringement. I personally think it'd be easier to avoid jaywalking and speeding than it would be to avoid infringing. So my question to you guys and gals, how long do you think you could last without infringing a copyright?
Indeed. It's interesting to note that some have compared copyright to speeding, but it's true that people are probably "infringing" a lot more often than they speed... and lots of people speed quite a bit.

Thru You: Kutiman remixes Youtube



Muito se fala da cultura do remix, mashups etc. Este site aí em cima é um dos troços mais radicais e bem feitos que tenho visto nessa onda. É uma ideia simples: o tal do Kutiman cuts the crap e remixa os próprios vídeos do Youtube. Como não podia deixar de ser, ele também tem página no Myspace.

12 de mai. de 2009

E aí, Leoni, parou de cantar?


Acabei de postar esse texto no meu site, mas achei que teria uma razão forte para colocá-lo aqui também. Ele exemplifica o que eu acho que é o caminho da música daqui para frente e também mostra um pouco da minha relação com os cadastrados no leoni.com.br

Essa era uma pergunta que eu ouvia muito durante os tempos em que eu fiquei sem gravar – entre 1994 e 2002. Mesmo depois - já que o “Você sabe o que eu quero dizer” era um disco independente numa era anterior à explosão da internet no Brasil -, até o lançamento do Áudio-Retrato em 2003, eu continuava a encontrar pessoas que me repetiam essa mesma pergunta. Confesso que não era fácil ouvir. Chegava a doer. Porque a conclusão era de que o meu trabalho não estava chegando ao público. E isso, para um artista, é o fim da carreira. Vira um hobby e ponto final.

Hoje, saindo da garagem, um motorista de um morador do meu prédio me fez a mesma pergunta: “E aí, Leoni, não está mais cantando?” A reação física ainda é a mesma. Rola uma certa dor e tristeza. Mas logo depois a razão se recupera e assume o comando.

Embora todos nós, artistas, tenhamos vontade de cantar para “o grande público”, além dele não ser mais o que era, ele já não é o único caminho para se ter uma carreira. A primeira coisa que eu pensei depois da reação instintiva foi pensar: “Ele não está cadastrado no site”. E me deu uma sensação muito boa lembrar que eu tenho como me comunicar com aquelas pessoas que realmente se interessam pelas canções que eu crio, e não só pelas que estão bombando no rádio.

O que se está criando - lentamente, com muito trabalho, com muito sacrifício, mas com muita criatividade e excitação – é uma classe-média artística. Antes da internet ou você ocupava os primeiros lugares da parada ou desaparecia. Agora, alcançar o topo é mais difícil – apesar do topo ser muito mais baixo que antigamente -, porque nem todas as pessoas estão olhando para o topo. Elas estão olhando para onde querem. Por outro lado, existem caminhos novos.


Acho que os objetivos de carreira têm que ser revistos – para baixo, é claro -, os prazos dilatados e a expectativa de receita diminuída. É disso que eu falo quando digo que pode estar sendo criada uma classe-média artística. Acabaram-se os jatinhos no horizonte do artista, a vida de glamour e desperdício. Essa é uma profissão como outra qualquer. E é até bom que seja assim, porque a música deve refletir os sentimentos de todos nós e se nós achamos que somos seres especiais, com direitos especiais, apartados do resto das pessoas, perdemos muito na nossa relevância para os outros.

No momento, muito pouca gente se dá conta desse processo e reclama do que foi perdido. Mas foram muito poucos que perderam e muitos já ganharam ou vão ganhar - menos do que esperavam em seus sonhos de ser artistas, mas vão ganhar. Muitos “miseráveis” artísticos terão a chance de entrar no jogo.


Fico muito grato por vocês estarem sempre por aqui, por ajudarem a divulgar meu trabalho, por irem aos shows ou reclamarem da falta deles nas suas cidades. Se eu – como muitos artistas – não parei de cantar é porque se abriu esse canal entre nós. E vocês aderiram.


Foi tudo isso que me permitiu responder:
“Claro que eu estou cantando. Entra no meu site e me acompanha por lá. Ah, tem música nova de graça para baixar.”

Sabe que parou de doer?

9 de mai. de 2009

Wikipedia x O Culto do Amador



Andando por aí, descobri esse vídeo com um debate de 28/2/2008 entre Jimmy Wales (um dos criadores da Wikipedia) e Andrew Keen (autor de O Culto do Amador).

Quem esperava um Deathmatch, deu com os burros n'água. O debate é civilizadíssimo, divertido e muito esclarecedor sobre os pontos de vista de ambos. Em alguns momentos é difícil chegar a conclusões. Às vezes eles até concordam entre si. E o Andrew Keen tem um sotaque estranho...

Para mim, alguns dos highlights da crítica de Keen - descritos aqui toscamente - são:
  • A falta de contexto e curadoria das informações expostas na Wikipedia e na internet em geral. Por exemplo, o que é mais importante: Hamlet ou Pokemon? Depende do contexto. Sem isso, não há como inferir valor (ou então, gasta-se um tempo que quase ninguém mais tem). Jornais e a mídia tradicional, com todos os seus defeitos, contextualizam melhor a informação. Por exemplo, se você conhece a linha editorial do jornal e quem escreve um dado artigo, você já começa a formar um mapa mental. A falta de contexto é grave para quem não tem tempo, educação ou ceticismo (os "media illiterates"). No caso da Wikipedia, o anonimato dos autores aprofunda ainda mais esse problema.
  • Ele também sublinha a desvalorização do criador profissional e do especialista na web 2.0, que é um grande espelho. Sites como Youtube e Google são veículos criados para colocarmos nossos conteúdos, sem remuneração. O valor econômico é vender anúncios. Se a moeda hoje é a atenção, cada minuto que passamos num desses sites é um minuto a menos num NewYorkTimes.com ou somewhere else. "It's getting harder and harder to make a living as a creative professional".
Já Jimmy Wales, otimista, defende que estamos firmemente caminhando para uma economia e profissões baseadas em conhecimento. (Minha opinião: acho que nesse caso a palavra informação é mais adequada que conhecimento. É bem diferente.) Ele concorda com Keen na necessidade de valorizar os experts, os creative professionals. Mas não especifica como nesse novo modelo.

Alguns argumentos são, hoje, óbvios - a dificuldade de remuneração do conteúdo, por exemplo. Outros, mais polêmicos. Divirtam-se e tirem suas conclusões.

Ministro da Justiça se pronuncia sobre Projeto de Lei de Controle da Internet

“O Ministro da Justiça enviou uma carta-resposta em que se compromete a trabalhar para corrigir as arbitrariedades antidemocráticas do projeto de Lei existente e pede participação social.

Trecho: “Felizmente, vieram em tempo as críticas da sociedade civil à regulamentação penal da Internet e aos problemas trazidos pelos tipos penais e pelos mecanismos de controle do projeto de lei. Pela carta que recebi, estamos claramente do mesmo lado na discussão sobre a Internet no Brasil. Ao elaborar uma nova proposta, o Ministério da Justiça estabeleceu como premissa o respeito à democratização da Internet e a necessidade de aprofundar a inclusão digital no país. Somos contrários, evidentemente, ao estabelecimento de quaisquer obstáculos à oferta de acesso por meio de redes abertas e à inclusão digital, ao vigilantismo na Internet e a dificuldades para a fruição de bens intelectuais disseminados pela Internet. A aprovação do projeto de lei no Senado demonstrou o perigo de uma legislação com esses problemas ser aprovada caso não haja reação forte e decidida dos setores democráticos da sociedade. Estamos a serviço desses setores. Por isso mesmo, a proposta que levamos à discussão foi – e ainda vem sendo – debatida no interior do Poder Executivo, em reuniões coordenadas pela Casa Civil com representantes da sociedade civil e empresas que participam da inclusão digital no Brasil”.”

Fonte: http://br-linux.org/2009/ministro-da-justica-se-pronuncia-sobre-projeto-de-lei-de-controle-da-internet/

Roger fala do ReverbNation


O Roger, atendendo um pedido meu, descreveu com detalhes todo o funcionamento do ReverbNation. São muitas ferramentas à disposição de quem quer divulgar seu trabalho na rede. Vale a pena gastar um tempo para entender o site e suas possibilidades. E desde já, queria muito agradecer ao Roger pela paciência, clareza e gentileza em dividir seus conhecimentos conosco.


O ReverbNation é uma alternativa profissional ao MySpace. É uma excelente ferramenta para a administração e divulgação de uma banda (ou um bar, um empresário, selo ou qualquer firma ligada à música). Só não é mais perfeita por causa de nossas limitações regionais, por ser toda em inglês, o que pode dificultar a compreensão de alguns de seus itens tanto para quem está montando o site como para os fãs que o usarão. Mas tirando esse pequeno obstáculo (afinal, a maioria das pessoas usando a internet tem algum conhecimento de inglês), é provavelmente o melhor que você poderá encontrar na rede.
É uma ferramenta relativamente nova, o que significa que ainda pode crescer muito. Inscritos no ReverbNation você encontrará tanto bandas iniciantes como bandas já conhecidas do público como Living Colour, Nine Inch Nails, Slayer e nós mesmos.

Explicar todo o funcionamento do ReverbNation seria muito complicado aqui. Eu recomendo uma visita ao site para entender melhor o que ele pode fazer. Adianto que o suporte deles é ótimo e que todas as perguntas feitas ao suporte são respondidas prontamente.


O site é composto de uma parte visível ao visitante e outra só acessível ao autor do site. Aqui vai uma breve descrição do que pode ser feito:


Visitante


O visitante encontrará músicas (que podem ser baixadas ou ouvidas, dependendo da configuração feita pelo criador do site), vídeos (do YouTube), letras, fotos, uma breve biografia e links para o Twitter, MySpace, Facebook e outros sites. Além disso poderá se inscrever para participar da divulgação de sua banda predileta, se assim o desejar. Ele deverá se inscrever para ouvir as músicas inteiras, baixá-las para seu computador e ter acesso a faixas exclusivas, se elas existirem. Terá acesso também ao blog do autor, notícias publicadas na Internet, acessórios para divulgação (widgets, badges e banners para colocar em seus sites ou distribuir por e-mail), agenda de shows e poderá deixar comentários.


Autor


Essa é, talvez, a parte mais impressionante do site. A quantidade de opções oferecida ao autor do site praticamente substitui (ou substituirá num futuro próximo) o apoio de gravadoras e divulgadores. Infelizmente, o próprio fã e o artista ainda têm que aprender muito para usar as ferramentas disponíveis adequadamente. Mas a gente chega lá, espero.

O Control Room, como é chamada a parte de administração do site é dividida em várias tabs e subtabs, todas com muitas ferramentas disponíveis, a saber:


Home


Um resumo do site, uma visão geral, com gráficos, sua posição nos charts do ReverbNation, Buzz (falarei disso mais tarde), link para o Twitter, agenda de shows, Feed e Premium Services (mais sobre isso depois).


My Profile


Resumo e administração de seu perfil (a parte visível ao visitante) com os seguintes subtabs, a maioria auto-explicativos:

My Profile | Artist Info | Songs and Videos | Photos | Press | Blog | Buzz Tracker | Fans | Favorites | Comments | My Links


A parte de Press, Blog e Buzz Tracker merece um aprofundamento.

Em Press, você deve escolher artigos na Internet e fornecer os links. eles serão então apresentados na primeira página num bonito applet em Flash.

O Blog, você deve fazer ou colocar um link em RSS para algum blog que mantenha.

E o Buzz Tracker é impressionante: ele recolhe notícias sobre sua banda na Internet e as exibe em seu blog (você deve configurar com as tags que te interessem). Você tem a opção de mostrar primeiro o blog ou o Buzz para seus fãs.

Também é importante dizer que toda essa informação é mostrada nos widgets que você inserir em outras páginas. Outra coisa: note a barra com a porcentagem de quanto seu site está completo, conforme você o configura. O ideal é que fique 100% completo.


Stats


Suas estatísticas, com os seguintes subtabs:


Band Equity | Visits | Plays | Listeners | Fans | Promoters | Banners | Widgets | Shows Band

Equity é um critério que o site usa para determinar sua influência sobre os fãs, critério este secreto, para evitar fraudes. Nas outras subdivisões, gráficos detalhados sobre quem visitou seu site, quantas vezes ouviram suas músicas, quais músicas ouviram, quem ouviu, quem são seus maiores fãs e quem promoveu mais sua banda. A partir dessa noção, você pode premiar seus fãs com vantagens como músicas exclusivas ou brindes para quem se esforçar mais para divulgar sua banda. Além disso tem os banners e widgets (pequenos programinhas) para você se divulgar e a seção de shows, com estatísticas sobre número de apresentações e público.


Shows


Administração de shows.

Subtabs:
Shows | Manage Schedule | Report Attendance | Gig Finder

Mais ou menos auto-explicativo. O Gig Finder é um desses casos que nossa limitação ainda não permite usar com eficiência. Como o site permite (e adiciona sozinho) páginas também para locais de apresentação, é importante que você preencha com detalhes os locais onde se apresentar. Quanto mais locais registrados, melhor. A partir daí você poderá procurar locais onde se apresentar a partir de critérios como distância, capacidade, etc. Além disso, o site mandará um e-mail para o local em questão para avisá-lo de promover a banda.


Promote


Promote | Banners | RPKs | TunePaks


Diversas opções de banners e widgets para promoção. Widgets com toda a informação, pequenos, grandes, só com agenda, só com vídeos, só com música, etc. Sensacional. RPK é um release super profissional, com vídeo, música, notas de imprensa e outras coisas. É um serviço Premium (tradução= pago) mas também é um daqueles casos em que a língua e nossas condições atrapalharão. Pouca gente vai querer mandar um release em inglês, pela Internet, para um contratante em Jequitinhonha do Deus me Livre. Já TunePaks são listas de músicas que você ou seus fãs poderão enviar por e-mail. Trata-se de um link para uma seleção de músicas escolhidas por você que abrirá um player ao ser clicado. Leve e eficiente. Convém notar que tudo que você usar será usado para definir o seu Band Equity. FanReach Outro serviço sensacional é o de chegar aos seus fãs. O ReverbNation exige que seus contatos confirmem sua adesão ao site, para evitar SPAM. Ou seja, não adianta adicionar uma lista de 500.000 e-mails escolhidos por um robot, eles só serão adicionados se desejarem, o que faz com que concordem em receber seus boletins e e-mails mais tarde.

Add Contacts | Manage Contacts | Create Email | Email History | Unavailable

Aqui você administra seus contatos e cria boletins completos sobre sua carreira para mandar para os fãs inscritos no site. Lindo e profissional. Você pode inserir a lista de seus contatos no GMail, Hotmail e outras opções. Ao adquirir um serviço Premium (de 5 a 10 dólares por mês, em média) você terá ainda mais opções de controle e boletins. Você também pode (e deve) linkar seus fãs do MySpace e do Facebook, além do Bebo (que eu, particularmente, não conheço).
Widgets Bom, widgets. Use-os!

Widgets/Apps | Widgets | Facebook Apps | Bebo Apps


Street Teams


Street Teams são as pessoas que se dispõem a ajudar a banda. Aqui você pode criar missões para eles, como distribuir widgets, arrumar mais fãs, divulgar um show, etc. Convém recompensá-los com músicas exclusivas, ingressos grátis e/ou brindes que você possa fornecer. Ao criar sua lista de músicas para por no site (no próprio Profile ou em My Profile no Control Room) você tem algumas opções como Streaming Only, Download and Streaming e Fan Exclusive. Essa última só será acessível para fãs inscritos no site, do Street Team ou não. Convém deixar algumas exclusivas. Coloque toda informação que puder ao inserir suas músicas, como links para o YouTube, letras, capa do disco, etc.


Earn Money


Quem diria, o site te dá oportunidade de ganhar dinheiro! Eu avisei que era profissional a coisa.


Earn Money | Fair Share | StoreLinks | Retail Links Widget | SongVest

Aqui você tem a oportunidade de ganhar dinheiro. Você deve se inscrever em Fair Share para ganhar dividendos da propaganda que seu site gerar. Depende de quantas visitas seu site tiver. De qualquer forma, como o nome diz, é sua parte justa dos lucros que seu site gerar para o ReverbNation. Mesmo que pouco dinheiro (ou muito se você tiver milhares de visitas), é a sua parte. Além disso, outras oportunidades incluem links para lojas que vendam seu disco ou sua mercadoria e a oportunidade de colocar sua música à venda, em ações, como na bolsa de Valores, como fez David Bowie, por exemplo.


Distribution
Releases | Sales Reports

Esse é um dos Premium Services. Por 34 dólares anuais, você pode colocar sua música à venda nos principais sites de distribuição no mundo, como Apple, Amazon e outros. Os lucros serão 100% seus. Pode também enviar seus releases. Sales Report é o resumo de suas vendas.

My Account


My Account | Bank | Manage Premium Services | Preferences | Messages

Administração de sua conta, como troca de senha, suas informações, etc. E o Bank, onde você acompanha seus lucros, idealmente... :-)
Isso tudo é só um breve tutorial das inúmeras possibilidades do ReverbNation, que eu espero que venham a ser ainda mais úteis à medida que mais brasileiros comecem a usá-lo.

Roger é guitarrista e compositor do Ultraje a rigor, www.ultraje.com

8 de mai. de 2009

Nossos jovens transformados em marginais


Comecei a ler o e-book “Remix” do Lawrence Lessig – um professor de Direito em Stanford – e logo me deparei com algo que me tocou muito e que nunca tinha me ocorrido: se é ilegal trocar arquivos digitais pela internet mas todos os jovens o fazem, como resolver esse problema moral? Ou ainda pior, que plataforma moral vai sustentar nossa juventude? Se eles percebem que a ilegalidade não é tão problemática, que outros tipos de ilegalidade vão achar aceitáveis?

A lei tem que se adaptar aos costumes para não virar algo descartável. É o mesmo caso do sinal de trânsito à noite. Se ninguém respeita o sinal nesse horário ele passa a não ser visto como algo obrigatório. Em algumas outras ocasiões – “não vem ninguém...” ou “ninguém está olhando...” - ele acabará sendo desrespeitado, já que é uma decisão pessoal e não uma regra definitiva. Nesses casos o melhor é deixar o sinal piscando à noite. Aí temos uma diretriz clara: o sinal vermelho deve ser sempre respeitado. Não há espaço para subjetividade.

É isso que a atual lei de direitos autorais acaba gerando, uma sensação de que obedecer ou não à lei é uma decisão de foro íntimo. Afinal, todo mundo faz. Não nos adaptarmos aos novos tempos pode estar empurrando nossa juventude para uma posição flexível em relação ao estado de direito.

E no momento, na ótica da lei, são todos considerados marginais, comparáveis a traficantes e piratas reais. E o pior, eles não estão nem aí.

Como pai, acho fundamental que esse assunto seja debatido além dos interesses dos detentores de direitos autorais. E não estou dizendo que não acredito em propriedade intelectual. Eu fui um dos grandes beneficiados por esse sistema legal. Até hoje tenho uma boa arrecadação de direitos de execução pública por conta do tamanho e do sucesso da minha obra. Há muita coisa boa, mas muitas outras já não fazem sentido e são ruins para a convivência em sociedade.

Advogados e legisladores, manifestem-se!

Mais sobre O Culto do Amador

Recebi esse texto do Leonardo Morel que, além de músico, está fazendo sua tese de pós-graduação sobre os novos modos de se consumir música. Ele acabou de ler "O Culto do Amador" do Andrew Keen - já citado outras vezes aqui - e fez uma pequena análise do livro para nós.

O CULTO DO AMADOR

Em “O culto do amador” (Rio de Janeiro, editora Zahar, 2009), Andrew Keen defende que o modelo de democratização adotado pela internet nos dias de hoje, também conhecido como Web 2.0, contribui para a degradação da sociedade do século XXI. Segundo ele, a Web 2.0 daria poder de voz a indivíduos sem especialização, definidos por ele como “amadores”, e acarretaria o declínio de nichos mercadológicos como a indústria fonográfica e a imprensa especializada.

Na visão dele, plataformas como Myspace, Wikipédia e Youtube são responsáveis pela degradação de valores culturais e pela eliminação de postos de trabalho de profissionais e especialistas.


Em períodos de mudança é natural que algumas pessoas glorifiquem o passado, idealizando-o como parte de um território seguro onde não havia problemas e todos eram felizes. Atualmente encontramos frequentemente essa posição sendo defendida por indivíduos dos mais variados segmentos profissionais que enxergam esse momento de transição como a realização do caos.


Ora, o homem cria a tecnologia e essa transforma a sociedade, sempre foi assim. A busca pela inovação tecnológica faz parte da história humana e é inevitável que produtos e processos muitas vezes tornem-se obsoletos e simplesmente desapareçam com o tempo.


Numa perspectiva unilateral, o autor parece ignorar os benefícios que plataformas como Myspace, Youtube e Wikipédia geraram paras as pessoas, não conseguindo assim entender os motivos pelos quais tais iniciativas foram tão bem sucedidas nos dias de hoje.


Estamos vivendo num período marcado por inúmeras mudanças na sociedade causadas pelo impacto do processo de inovação tecnológica. A internet, creio eu, ainda necessita de diversos ajustes como uma regulamentação que seja formatada nos moldes atuais e que proporcione o equilíbrio entre os interesses tanto da sociedade quanto os corporativos.


Mesmo assim acho válida a leitura desse livro. Acredito que ele contribui para um debate que ainda está longe de acabar quando o assunto é internet e creio ser importante ouvir (ou ler) os diferentes pontos de vista.


Léo Morel
leonardomorel@gmail.com
http://www.myspace.com/leomorelrj

6 de mai. de 2009

Será a ponta do iceberg musical?


Parece que estamos começando a descobrir outros artistas que estão obtendo algum resultado com táticas alternativas de divulgação e distribuição de música. O Roger do Ultraje vai escrever um texto sobre o que eles andam fazendo no ReverbNation – que ele está adorando -, quero um depoimento do Teatro Mágico – que faz muito show, onde aproveita para vender muito CD, tem um super esquema de merchandising e dá músicas na internet - e, por indicação do Beni, vou procurar saber mais sobre o Móveis Coloniais de Acaju.

Alguém tem mais alguma dica?

Não precisa ser um estouro, mas tem que ser alguma ideia diferente que ajude a manter e esquentar a carreira da banda ou do artista.

Só quero saber se esses casos são a ponta do iceberg ou honrosas exceções.

4 de mai. de 2009

Mais sobre Trent Reznor e mais sobre bandas novas

Para quem já viu o vídeo do MIDEM esse é um complemento que inclui soluções para artistas novos.
Quem tiver mais dicas sobre como se financiar nos dias de hoje sendo músico, está já convidado a postar.
Em breve quero postar um texto sobre O Teatro Mágico, uma banda 2.0. Ela não existe no mainstream e sobrevive luxuosamente agradando apenas seus fãs.
Alguém aqui conhece?

Bem vamos ao vídeo:

Leadership Music Digital Summit 2009 - Mike Masnick keynote address, 3/25/09 from Leadership Music Digital Summit on Vimeo.