8 de abr de 2009

Mais sobre o modelo de negócios do Trent Reznor

Essa é uma palestra muito interessante do MIDEM sobre o porque do sucesso das inovações do NIN.
Vale a pena. Tenho seguido o Michael Masnick no Twitter e tem sempre alguns insights interessantes.

7 comentários:

  1. O cara reduziu ainda mais a minha equação:
    Contato com os fãs + Dar razão para comprar = Dinheiro.
    Mui bueno. Para quem não viu o vídeo todo (Veja! mas aqui vão uns pontos interessantes))
    O Nine Inch Nails vende desde pacotes de 36 Mp3s e um arquivo de PDF de 40 páginas por Cinco dólares (mais barato que Itunes)e sendo que as nove primeiras faixas são de graça ( se você só quiser as 9 ), podem ser baixadas do site legalmente e redestribuidas também legalmente. Por dez dólares um set de dois CDs e um livreto de dezesseis páginas. Por 75 Um Box set com os CDs DVD, um Blue Rai disc e um livro ainda melhor encadernado. ...E o mais impressionante, um box Ultra Delux expecial de $300.00 em uma tiragem de apenas 2.500 unidades (todas assinadas pessoalmente pelo Trent Reznor) que vendeu TUDO em 30 horas! 750.000 dólares em 30 horas. Sendo que na primeira semana as outras opções de compra renderam $1,600,000.00
    Well ...obviamente não dá para brincar nesse mesmo play que eles, mas...as idéias são incrivelmente fantásticas e trazem aquela questão das guloseimas que eu tanto estava procurando. Produza guloseimas e venderás ..nem que um pouquinho, o prazer de ficar baixando música do Torent é uma coceirinha perto do prazer de entrar em contato com todos esses verdadeiros presentes que um artista pode oferecer aos seus leais fãs. Aí parece ter diversão!!

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  2. Mais uma vez tenho que concordar com o Humberto.
    Acho que o Trent Reznor conseguiu estreitar os laços com os fãs. Quem não gostaria de receber o material exclusivo do artista que você mais gosta diretamente dele? Como disse o Humberto "o prazer de ficar baixando música do Torent é uma coceirinha perto do prazer de entrar em contato com todos esses verdadeiros presentes que um artista pode oferecer aos seus leais fãs".

    Uma combinação bem feita de material exclusivo, oferecendo realmente vantagens a quem gosta da sua música gera grandes resultados.
    O Leoni mesmo pode nos dar um bom testemunho disso, no seu site ele sempre coloca o single do mês. Quem é cadastrado pode baixar de graça. Não sei quantos Downloads tem sido feitos, mas sei que o pessoal está adorando e a comunidade se multiplicando.

    Acho que o principal do modelo de negócios do NIN é trazer o fã para dentro do negócio e dar opções de escolha. Além do preço ser relativamente baixo perto das formas tradicionais de comercialização.

    Aí não só tem coisa. Tem coisa que dá certo.

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  3. A equação do vídeo é o cerne da coisa. Manter contato com os fãs por si só não garante retorno financeiro, mas é condição sine qua non para tal e as ferramentas estão aí. Dar razões para comprar... é aí que entra a imaginação e cada artista vai descobrir o que pode oferecer de exclusivo. Não é mais o arquivo da música, é o entorno: contato com o artista, álbuns de luxo, edições caprichadas, enfim, algo que não seja banal nem baixável.

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  4. Ah, em relação à primeira parte da equação (contato com os fãs), recomendo fortemente baixar o e-book "20 Things You must Know About Music Online", do Andrew Dubber, do qual traduzimos o resumo num post anterior . É um verdadeiro manual de posicionamento do músico na internet.

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  5. Parece que, pela primeira vez, temos um consenso!
    Essa é a ideia que também me encanta.
    O que é que eu tenho feito no meu site? Cadastrado o meu público e estabelecido um contato próximo.
    A intenção é oferecer a eles algo que não terão nas lojas, algo exclusivo como material autografado entregue em casa, algum produto mais caprichado - o CD é um produtinho furreca.
    O problema é que, antes de auferir receitas temos que achar o público interessado. Isso exige tempo e algum dinheiro.
    Há 9 meses venho dando faixas inéditas no meu site e há 2 anos e meio venho criando interesse para que os fãs retornem ao meu site e, melhor, convivam dentro dele.
    A música é gratuita depois que ela chega na rede, mas dá para oferecer guloseimas artísticas. Mas elas também custam caro para produzir.
    Para o NIN é simples pelo tamanho que têm, mas acho que esse é o caminho que temos que seguir, guardadas as devidas proporções.

    Mas lembrem-se que ainda precisamos do caro e ineficiente mundo real para chamar a atenção para nossas atividades virtuais.

    Muito trabalho e experimentação pela frente!

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  6. No Brasil você é o que traça esse caminho antes de todos meu cumpadre. Temos colegas que estão dizendo a seguinte frase ainda: "Acho que temos que prestar mais atenção na internet". Pocê vê!

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  7. Nos últimos meses tenho acessado diariamente o site do Leoni. Claro, curto o trabalho dele desde de 80 e fico como todos os outros fãs esperando o single do mês, mais essa coisa de concurso, de forum, de flash de gravação e as irrecusáveis chamadas para o Musicalíquida me levam muito pra lá. Lá as pessoas conversam, comentam, discordam, participam e compartilham idéias. Que ótimo temos aí ambiente e conteúdo. E uma coisa que eu acho fundamental: a participação do Leoni. Esse contato com o artista é algo mágico para as pessoas, não somente para os fãs. Ainda nos dias de hoje isso parece muito distante, utopia. Outro dia, quando apresentei o site para um amigo meu e ele viu um post do Leoni, perguntou: "Mas é o Leoni de verdade?". Como diria Humberto Barros: "Pocê vê!". ^^
    Tá. Mas, e daí? Daí, que estou dando a minha opinião de usuário do site e fã, ora.
    Citando o Marcelo
    "Manter contato com os fãs por si só não garante retorno financeiro, mas é condição sine qua non para tal e as ferramentas estão aí."
    Aí entra a coisa mercadológica. Pesquisa de mercado, funcionaria? Enquetes? Precisamos descobrir o que querem ou o que queremos que eles queiram?
    Já sei vamos oferecer cartões que tocam música do Leoni. Bonecos de vinil?? Ah, deixa pra lá.
    Vixe, a coisa é muito complexa. Leoni tem razão "muito trabalho e experimentação pela frente". Sim Leoni está na vanguarda, mas há alguém seguindo seu caminho???

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