24 de abr de 2009

Artista financiado pelo fã - Billy Corgan


Agora chegou a vez do Billy Corgan – ex-Smashing Pumpkins – ir direto aos fãs em busca de financiamento. Segundo o próprio, os detalhes do negócio serão decididos junto com os fãs. Mas em princípio ele vai cobrar $ 40,00 para fãs que queiram assistir a vídeos das gravações de seu próximo álbum.

Durante 12 semanas – quanto tempo de estúdio! Já é quase uma novela musical – serão 5 vídeos por semana, postados no dia seguinte às gravações, de no mínimo 5 minutos de duração. Seriam então $ 40,00 por 5 horas de acesso ao backstage das gravações que fariam parte de um futuro filme de arte.

Parece que esse modelo de oferecer conteúdo exclusivo ao fã em troca de financiamento para seus projetos está, aos poucos, se tornando padrão no mercado.

O que falta é centralização dessas atividades. Os músicos estão agindo por sua conta. E, como bem disse o Beni, músicos querem tocar, não administrar negócios.

Acho $ 40,00 um pouco salgado, mas já imaginaram se 3.000 pessoas resolverem aderir à assinatura dele? Serão $ 120.000 arrecadados antes de colocar o CD à venda. E ele tem condições de conseguir muito mais que isso.

Fiquemos atentos aos resultados. Contra fatos não há argumentos.

5 comentários:

  1. É meio salgado mesmo... mas o fato de ter esse material exclusivo estimula o fã, acho. Me lembro que uma vez rodei meio mundo pra comprar o EP "How I Am Driving / Airbag" do Radiohead, que era praticamente um mini album, cheio de músicas inéditas.

    Enquanto as gravadoras estão ainda muito ocupadas pensando em manter o cofre, acaba sobrando pro artista se virar do jeito que dá! Vejamos as cenas dos próximos capítulos...

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  2. O mais legal é a ideia em si. No Brasil, os valores teriam que ser adaptados à realidade local.

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  3. Como dizia meu pai...ou se tira um pouco de muitos, ou se tira muito de poucos... acho que o segundo serve melhor ao caso.

    Agora, o único porêm é que isso funciona bem com quem já está no mainstream, agora quem começou ontem (ou a 10 anos atrás, que está fora do mainstream) teria grande dificuldade de chegar a um resultado satisfatório com essa ideia, um resultando rentável, melhor dizendo.

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  4. ...a menos, Felipe, que este artista novato vá construindo e cultivando aos poucos uma rede de fãs com as ferramentas hoje disponíveis. Pode não ser algo rápido ou fácil (provavelmente não), mas acho que alguns conseguirão dar o salto da obscuridade para uma notoriedade suficiente para que o micropatrocínio funcione. Isso ainda pode ser conjugado com outras formas de injetar grana tradicionais, tipo patrocínio etc.

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  5. Não acho que esse preço tenha que ser adaptado ao Brasil. Sai mais ou menos 80 reais, o equivalente a (ou até menos que) um DVD original no lançamento.

    Lembrando que os primeiros a fazer isso foram o Einsturzende Neubauten da Alemanha, que começaram em 2000, se não me enganam, financiaram dois álbuns oficiais e quase uma dezena de álbuns exclusivos para membros, incluindo DVDs.

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