29 de abr de 2009

As loucuras imperdíveis de Josh Freese


Josh Freese é um grande baterista. Já gravou e tocou com Devo, NIN, Sting, Guns and Roses, The Offspring, Avril Lavigne e muitos outros artistas. Agora resolveu lançar seu segundo disco solo de uma forma inteiramente nova, adaptado que está aos novos tempos de Música 2.0.

Sua estratégia foi a de conseguir atrair a atenção – atenção é a nova distribuição – inovando inteiramente nos pacotes possíveis para se adquirir seu novo trabalho. As idéias são tão inusitadas que muita gente resolveu conferir aquela insanidade.

Querem ver?

Os preços variam de $ 7,00 a $ 75.000,00! Pagando menos você recebe os arquivos das canções e três vídeos filmados e dirigidos pelo próprio. Por $ 15,00 além dos arquivos você recebe um CD e um DVD. As inovações começam quando se paga $ 50,00: além do pacote anterior, você recebe uma camiseta, seu CD vem autografado e o próprio artista liga para sua casa para agradecer a compra - e você tem 5 minutos para perguntar qualquer coisa que desejar sobre ele ou qualquer artista com quem ele já trabalhou. Num pulo rápido para $ 250,00 – que já vendeu os 25 pacotes disponíveis – ao invés do telefonema, o artista vai almoçar com você em um dos dois restaurantes que ele indica e te dá baquetas e peles de bateria autografadas. Dos 10 pacotes de $ 500,00 metade já foi para quem quer encontrar com Josh em Venice para flutuarem num tanque de privação sensorial e, depois, jantar no Sizzler.

E aí? Está achando que é muita loucura? Pois tem muito mais.

Os preços vão subindo e junto a proximidade. Ele pode te dar aulas de bateria, lavar seu carro ou sua roupa, sair para encher a cara com você, cortar seu cabelo, fazer massagem, escrever uma canção sobre você (além de gravá-la e produzir um clipe dela com a sua co-direção), passear com você na Disneylândia e deixar você dirigir o seu Volvo na volta, te levar para jogar mini-golfe com os integrantes do DEVO, te deixar escolher qualquer peça em seu guarda-roupa até chegar ao pacote de $ 75.000,00 que inclui te levar na turnê por alguns dias, compor, gravar e lançar um EP de 5 canções sobre a sua vida, escolher uma de suas baterias para levar de presente – qualquer uma! -, se você tiver uma banda ele pode se transformar num integrante por um mês, se você não tiver ele pode ser seu assistente pessoal por um mês e mais algumas loucuras que vale a pena ler em seu site.

Vamos aos fatos:

Ele vendeu 25 pacotes de $ 250,00, cinco de $ 500,00, cinco de $ 1.000,00, dois de $ 2.500,00, dois de $ 5.000,00 e um de $ 20.000,00!! São $ 48.750,00 de receita bruta – mas o cara vai ter despesa! – com 40 pacotes vendidos. Ele conseguiu vender seu trabalho por mais de $ 1000,00 por pessoa.

Ele disse que nem se importa com quantos CDs ele vai vender – pacotes de $ 15,00. Também pudera. Para chegar a esses valores ele teria que vender mais de 3.000 cópias de um produto que muito pouca gente vai querer. Ainda mais de um artista novo. Ele está oferecendo o que ninguém nunca vai poder digitalizar: presença, bastidores, loucura e criatividade. Não é à toa que ele é o baterista do NIN. Trent Reznor está fazendo escola. Quem quer se matricular?

Vejam o próprio falando sobre suas invenções


8 comentários:

  1. Aquela moça da foto na cama é uma fã que comprou o pacote de $80,000.00 ?

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  2. hahaha... Olha, inovação é a nova regra, mas ele ta "tirando onda" da situação e aproveitando pra fazer um trocado. Bizarro. Como dizia o Freddie Mercury: "Sou uma prostituta musical"... O Josh elevou o nível hehehehe

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  3. Algumas cantoras gostosonas bem que poderiam fazer algo parecido hein?! Entrar logo nesses novos moldes e vender algo impossível de digitalizar :)))))) oh yeahhh!!!

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  4. Seria uma boa idéia se algumas cantoras fizessem o mesmo... Vender, ou dar, algo indigitalizável!
    Agora a parte de encher a cara seria a preferida da Amy Winehouse. Seria mais ou menos assim:
    $ 1000,00 - encher a cara um dia
    $ 2000,00 - três dias
    $ 5000,00 - uma semana
    e por aí vai............

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  5. Sou fã do Josh Freeze desde quando ele gravou um único disco com o Suicidal Tendencies no início dos anos 90 e venho seguindo a carreira dele desde então. Até agora, ele havia se mostrado um fantástico músico de estúdio, mas nunca imaginei que ele tivesse, também, a visão comercial da música – principalmente tão sintonizada com o atual momento.

    A idéia é um “upgrade” da badalada e já velha idéia do Radiohead de oferecer seu In Rainbows, mas se levarmos em conta que não se trata de uma banda mundialmente famosa, mas de um músico de estúdio cujo currículo só é conhecido por quem se interessa por músicos (“Josh quem?” perguntarão os leigos), os números que ele conquistou são realmente fantásticos! Duvido que ele tenha tido algum retorno assim tocando de aluguel com as grandes bandas que ele já tocou.

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  6. Tô descobrindo milhões no Música Líquida.
    Cara, aonde eu estava? Queria conversar sobre essas coisas com alguém e ficava lendo migalhas por aí.

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