16 de jul de 2009

O browser é o novo i-pod e o aplicativo móvel é o novo CD


Traduzi este recente texto do Gerd Leonhard (16/7/2009), que fala de tendências que temos discutido aqui no Musicalíquida. Ele se autodenomina um futurista e costuma ter ideias polêmicas, que por isso mesmo são um bom combustível para as nossas próprias.

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O acesso à música – isto é, um simples click-to-play, em qualquer lugar, a qualquer hora, qualquer coisa – está substituindo a propriedade. Esta tendência se acelerará rapidamente devido ao crescimento global da conectividade em banda larga barata e sem fio, nos levando ao ponto onde escutar uma música será exatamente o mesmo que baixá-la (ao menos em termos práticos, da perspectiva do usuário). Alguns de nós argumentarão que isso já acontece, claro, mas em termos de adoção pelo usuário em grande escala, eu diria que estamos a cerca de 18 meses do ponto de virada nos assim chamados países em desenvolvimento.

A indústria da música precisa urgentemente se preparar para isso: vender acesso e não (apenas) cópias. Juntar. Empacotar. Desenvolver esses novos geradores. "Se as cópias são de graça, você tem que vender coisas que não podem ser copiadas" (Kevin Kelly, The Techium).


Outra importante tendência a adotar é o movimento em direção aos aparelhos móveis que em grande parte substituirão o computador como primeiro ponto de acesso à internet, ou seja, a todo conteúdo digital. Mais aplicativos para smart-phones tomarão o lugar dos aparelhos de som; música será vendida como/em/via/com software. Leia como Pandora está fazendo isso nos EUA.

3 comentários:

  1. cada um vende seu peixe, ele continua a anos equivocado e tenta trabalhar em porol da grande indústria... pode notar que só fala em termos de grande industria...

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  2. Não entendi. Precisamos de um outro modelo de negócios que remunere os artistas. Você tem algo contra?

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  3. Takada, sugiro que você releia o texto novamente. Por exemplo, a "indústria da música" a que o Gerd Leonhard se refere não é necessariamente a "grande indústria", como você interpretou, mas sim todos os envolvidos no negócio da música, incluindo obviamente os próprios artistas e suas iniciativas. Note que o que ele está dizendo é acessível a qualquer um.

    E acho que não deveríamos torcer pela derrocada ou a aniquilação da "grande indústria". Ela não precisa ser a inimiga dos criadores. Pode ser, como muitas vezes foi, propiciadora de grandes projetos e lançadora de grandes talentos. Sem a "grande indústria" não teríamos os Beatles, Led Zeppelin, nem o Michael Jackson de Off the wall e Thriller. Em suma, provavelmente não haveria nem música pop, pois esta e aquela estão intimamente relacionadas.

    Torço para que modelos de negócio apareçam que remunere os artistas e que lhes dê condições de voar alto e realizar coisas grandiosas.

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