27 de mar de 2009

Gratuidade e os 1.000 fãs verdadeiros

Chris Anderson
Olha só que interessante:

O Chris Anderson – ex-editor da Wired e escritor da Cauda Longa, livro de referência em todo mundo sobre negócios nos tempos da internet - disse que a gratuidade é um elemento chave na construção de uma carreira em música e que converter os fãs para uma "versão premium" paga do que é oferecido gratuitamente é a chave para se conseguir ganhar dinheiro.

Ele acha que uma taxa de conversão de 5% é bastante razoável e que, então, para se conseguir os 1000 fãs verdadeiros necessários para sustentar uma carreira, um artista precisaria de 20.000 cadastradas na sua lista de e-mails!!!

Três coisas:

a) dos 23.500 cadastrados, mais de 18.000 me autorizam a mandar e-mails, então já estou quase lá;

b) preciso aprender a fazer dinheiro com isso;

c) eu deveria ser patrocinado para estudos como um “case” importante para a indústria, já que eu venho fazendo tudo que eles acham que deve ser feito, mesmo antes deles chegarem às mesmas conclusões que eu. Alguém se habilita? rsrs

Vamos a um vídeo sobre a economia da gratuidade ou "Free":

10 comentários:

  1. Formatos físicos ainda representam 80% do faturamento com música gravada no mercado mundial, será? essa é a fala do representante da APCM
    Queria saber o que o Chris Anderson acha disso...
    http://pedroalexandresanches.blogspot.com/

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  2. Guilherme, você se refere ao nome do blog, não? Na verdade, Musicalíquida foi inspirado num texto do David Bowie de anos atrás, onde já dizia que música seria consumida como água corrente e paga de forma semelhante. Ou seja, uma commodity. Mas logo em seguida reparamos que o nome do blog era parecido com os títulos dos livros líquidos do Zygmunt Bauman, o que vem a calhar, convelhamos.

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  3. Com certeza o Leoni leu o Baumann , já que foi ele que me apresentou... Agora eu vou apresentar o Zizek prá ele , se é que ele ainda não conhece...

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  4. Li o livro "Identidades", do Bauman, e tem a ver com o nosso assunto aqui de uma forma mais ampla. Estou com o "O Mal Estar da Pós Modernidade" na fila. Já o Zizek, confesso que não li. Mas vi uma entrevista dele no Roda Viva que dizia (não me lembro as palavras) que Chavez é o cara. E tem um livro onde tenta rehabilitar o Robespierre, aquele do Terror. Repito: não li, mas essas credenciais não me animaram muito não...

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  5. Pois leia Marcelo, porque o cara é genial. Ele fala muita coisa só prá provocar, é o jeito dele ,mas no substantivo ele é um pensador muito original e um arguto observador da realidade.

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  6. Áureo, o formato físico representa 80% de cada vez menos. A venda de cópias de qualquer coisa tende a desaparecer quando qualquer um pode ter uma cópia de qualquer coisa que esteja digitalizada na rede.

    A venda de arquivos digitais vem aumentando mas não sustenta o negócio.

    A música ficou tão onipresente que não há mais como controlar a distribuição nem criar artificialmente uma escassez.

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  7. Beni, você me indica qual livro do Zizek?

    Já que estamos falando de observadores da realidade, você conhece o Vilem Flusser? É o filósofo que mais pensou o ser humano em função dos artefatos e da cultura e a passagem, digamos, da era das máqinas para a era da eletrônica e da informação. É a leitura que mais me marcou os últimos tempos.

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  8. Acho que qualquer livro do Bauman tem a ver com o assunto do blog, afinal, em todos ele trata dessa sociedade líquida... no meu trabalho de monografia usei bastante Bauman, pq tratei da sociedade pós-moderna (ou líquida, ou contemporânea, ou modernidade tardia, enfim)... um livro interessante dele é o "Vida Líquida". Ele aborda identidade, sociedade, ou seja, tudo que permeia a vida atual.

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  9. Então.. O Bauman adora esse títulos: Amor Líquido, Medo Líquido, Vida Líquida, Tempos Líquidos, Arte Líquida e em breve.. Música Líquida.

    Eu li os primeiros: Modernidade e Ambivalencia, O mal estar... e tb amor líquido, q é o meu xodo e identidade.

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