9 de out de 2009

Fazendo as pazes II - Na Inglaterra os artistas pedem a palavra


John Newton da P2Pnet teve uma conversa com Billy Bragg - artista inglês de rock alternativo e membro da FAC (Featured Artists Coalition), organização de artistas que procura se posicionar coletivamente sobre os problemas da profissão nesses novos tempos - e chegaram a quatro pontos para tentar um entendimento entre todas as partes interessadas. Aí incluídos, especialmente, artistas e fãs.

1. Os criadores querem e precisam ser pagos e nós, amantes da música, queremos pagá-los.
2. Tentar usar sanções técnicas para resolver o “problema da pirataria” não vai funcionar de jeito algum.
3. Temos que começar a conversar, e manter as conversas abertas, até encontrarmos caminhos para solucionar os vários assuntos que têm nos mantido separados.
4. Precisamos de um espaço na internet onde todos possam se encontrar e encontrar soluções inteligentes, sem animosidade.

Está nos planos o lançamento de um blog no futuro próximo para que esse encontro se realize.

É muito louvável essa medida dos artistas ingleses, que estão procurando ter voz ativa no processo ao invés de deixarem as gravadoras, os governos e os “piratas” conduzirem esse barco.

Essa foi a intenção do meu primeiro texto “Fazendo as pazes”. Quero que todos os envolvidos, mas especialmente artistas e fãs – que são quem realmente importa nessa história, o resto é facilitador ou atravessador – possam tentar chegar a uma conclusão dos caminhos que possam ser bons para todos.

Estou esperando os artistas por aqui. Querem me ajudar a convocá-los?

8 comentários:

  1. Leoni,
    Estou lendo (at least!) o Free do Crhis Anderson. O livro é muito inspirador. Entre outras coisas, ele relata as discussões e as disputas que envolveram a formatação do modelo de rádio broadcasting - afinal, free - entre os anos 20 e os 40. Tudo a ver com os dilemas de hoje, quando mais uma vez inovações tecnológicas impõem mudanças drásticas nos modelos de negócio vigentes e estabelecidos e em hábitos de milhões de pessoas. Espero ter tempo para postar esse trecho no fim de semana. Abraços!

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  2. "Estou esperando os artistas por aqui. Querem me ajudar a convocá-los?"
    Leoni, no post "Fazendo as pazes", eu me posicionei nesse sentido, e volto a repetir,onde estão os artistas que possuem uma representatividade nacional? O que mais me irrita é que se hoje o assunto não é do interesse deles, com certeza amanhã será, será que eles não conseguem enxergar a profundidade da discussão? Quais artistas aqui no Brasil, que tem esse posicionamento? A classe artística se mostra mais uma vez desunida,vou te dar uma sugestão, faça o convite a artistas que possuam nome nacional, vamos ver quantos se posicionam, eu vou começar mandando um twitter pra Zélia Duncan, pq a atitude dela me decepcionou bastante, vou convidá-la a participar do debate e entender o assunto.

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  3. Leoni,

    Acho que esse convite deve ser pessoal , não público.

    No seu post anterior, voce tocou em um assunto muito delicado para os artistas.Além do jabá há diversas outras contradições , conflitos e ignorâncias , que dificultam muito que artistas profissionais ,que vivem da sua imagem pública , discutam abertamente esses temas.

    No fundo a organização dos artistas para buscar uma agenda comum é uma negociação entre diferentes pontos de vista , e negociação é algo que se faz de forma privada e num grupo pequeno, de outra forma vira bagunça.

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  4. Beni,

    entendo e concordo com seu posicionamento, o meu post foi mais em tom de desabafo, por saber como é a postura da maioria dos artistas, principalmente os que possuem uma visibilidade, mas vamos torcer pra que uns convençam os outros à participar da discussão.

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  5. Áureo,

    Também entendi e concordei perfeitamente com o que você disse. O que eu queria dizer é que esse não me parece ser o fórum adequado para que os artistas realmente participem dessa discussão.

    Acho que chegou o tempo, em que mesmo para os artistas mais bem sucedidos comercialmente , esse assunto não é mais um delírio futurístico, é uma realidade presente. Mas para se chegar a algum consenso é preciso se partir de um contato direto entre pessoas e não de uma convocação genérica prá discutir um problema tão complexo como esse.

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  6. Sim Beni,

    concordo com você, a coisa tem que ser "esquema formiguinha" , melhor 5 esclarecidos e participativos, do que 500 em cima do muro.

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  7. Beni, acho que o chamado, num momento inicial, pode ser público sim senhor, como uma provocação, uma cutucada.

    É evidente que os dilemas do negócio da música no Brasil não serão decididos na lista de comentários de um post do Musicalíquida. Mas que se crie, pois, um fórum adequado. Que ao menos os que deveriam se interessar apareçam, se movam. Já passou da hora. O que vemos são tentativas isoladas, um encontro aqui, uma feira ali - e de uma forma geral uma incompreensão das profundas mudanças em curso.

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